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São Paulo 1 x 1 Flamengo: Esforço recompensado no final

Flamengo São Paulo

A derrota que vinha se desenhando e se consolidando até os 37 minutos do 2º tempo era uma punição ao time que chutou 21 vezes contra a meta de César. O gol de empate, na base da fibra e na técnica de Tchê Tchê, foi uma espécie de recompensa para um São Paulo que encontrou todo o tipo de problema contra um bravo Flamengo, mas não desistiu. E insistiu até decretar o placar de 1 a 1, com quase 40 mil pessoas no Morumbi.

O jogo começou com alta intensidade. Com o São Paulo buscando abafar o time alternativo do Flamengo desde o início, com a estreia do garoto Walce, fazendo um misto de zagueiro e lateral pela direita. Poder de criação e de movimentação com Liziero de volta ao meio-campo junto com Tchê Tchê.

Inventividade que levou um belo banho de água fria, com a boa jogada concatenada por Diego e executada por Berrío. O colombiano sustentou bem a marcação, deu em Hugo Moura e apareceu para entrar com bola e tudo na rede. 1 a 0 Mengo aos 8.

Berrío foi o desafogo Rubro-Negro, no 4-1-4-1 que tinha três meio-campistas centrais e Diego partindo da esquerda para tirar a velocidade do jogo. Ele precisou sair nos acréscimos da primeira parte, em que o Mengo chegou com muito perigo.

O São Paulo mudou taticamente logo após ficar atrás no placar. Hudson foi fazer a lateral e Walce veio para o meio-campo. Depois foi obrigado a colocar Everton, com a saída de Pato, lesionado. O time, porém, tinha alguma dificuldade para entrar na área e só fez César trabalhar em chutes de média distância. No mais, pouco poder de infiltração diante de um time que reagiu bem aos ataques.

O panorama ficou ainda mais definido quando o Mengo preferiu se trancar totalmente na defesa e abdicar de ter os contra-ataques em uma segunda etapa de ataque contra a defesa. Diego ficou mais de auxiliar de lateral no setor por onde Antony buscava suas jogadas individuais. E o desgaste foi batendo. 

Aliás, o Mengo foi definhando fisicamente, com boa parte do time montado por garotos. Um festival de câimbras que acometeram os jogadores e que foi pilhando a torcida. O que explica também o número elevado de cartões amarelos distribuídos para sete jogadores cariocas. 

Com o passar do tempo, o São Paulo foi centralizando demais as jogadas. Pior. Não tinha quem colocasse o pé definitivo na bola dentro da área. Faltou um nove mais característico. 

Hernanes novamente não entrou bem. Três tentativas frustradas de tentar vazar a meta de César, sempre bem colocado para bloquear os chutes geralmente fracos, sem tanta potência. 

Na insistência, o São Paulo encontrou o empate. Com Helinho invertendo bem na área e Hernanes, por instinto, entrou na área para cabecear. No rebote do arqueiro Rubro-Negro, Tchê Tchê foi frio o suficiente para tirar a bola do locar onde havia vários defensores e tocar de canhota na rede. 

Empate que se mostrou justo pelo que o São Paulo produziu. E pela forma como o Flamengo se portou. Empate para dar moral para o Mengo ir buscar a classificação, na Liberta, em Montevidéu, na quarta.  

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