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Grêmio 4 x 5 Fluminense: Roteiro maluco no melhor jogo do campeonato

Fluminense Grêmio

Grêmio e Fluminense já protagonizaram um 5 a 4 antes, em 2011. Mas não me lembro de um jogo com mudanças de cenário tão intensas como este, na Arena Grêmio, com vitória do Tricolor carioca. Fator emocional diretamente relacionado com o resultado final e muito alinhado com a forma como Fernando Diniz vê o jogo. De um 0-3 para um 5 a 4 histórico, fora de casa, na primeira vitória do Flu no Brasileirão 2019.

A autossuficiência demonstrada por Renato Gaúcho na entrevista ainda antes do início do jogo pode ter soado como arrogância. Mas o fato é que o Grêmio, quando motivado, é um time muito confiante com a bola nos pés.

Times com propostas semelhantes de abordagem de jogo. O Flu, fora de casa, estava com mais problemas para colocar o seu toque de bola em prática. Era bastante pressionado no campo defensivo e não conseguia evoluir. Pior. Não era capaz de proteger a própria área, mesmo com três volantes.

Em questão de minutos, o Grêmio mostrou toda sua força. Volume de jogo que é ilustrado pela forma como Matheus Henrique, Maicon e Jean Pyerre clareiam o jogo.

Pela esquerda, Matheusinho abriu a jogada que Bruno Cortêz serviu para André finalizar, de carrinho, aos 6. Depois, aos 12, Léo Moura incentivou Alisson a chegar ao fundo e dar uma assistência perfeita para Cebolinha cumprimentar, de cabeça.

O volume também permitia jogadas pelo meio. Como na tabela bem feita entre André e Jean Pyerre, autor do golaço que parecia ter liquidado a fatura aos 21. Tal era o domínio do Grêmio, com toques curtos e aproximação que caracterizam o time como foi nos melhores momentos com Portaluppi.

Mas a vantagem parece ter feito o time relaxar. E não mais chegar rápido ao ataque. Nem com constância. 30 minutos próximos ao melhor momento do time na temporada. Mas que passaram.

Atordoado até então, o Flu foi levando o primeiro tempo buscando um gol. Encontrou, em uma tabela rápida entre Caio Henrique e Luciano, que chutou mascado. Yony, na pequena área quase, escorou na rede.

Luciano, aliás, que mal participava da partida, apareceu na frente de Julio Cesar para roubar a bola e empurrar para o fundo da rede. Dois minutos para voltar à disputa antes mesmo do intervalo. 

Curiosa a forma como o Flu voltou muito dono da situação dos vestiários. Criando quatro chances em seis minutos de segundo tempo. Castigando o ex-goleiro Julio Cesar em três delas. Até Luciano cabecear bola alçada na área e Julio Cesar salvar na linha. E Matheus Ferraz empatar o jogo, aos 9. 

O zagueiro do Flu estava ganhando todas as bolas pelo alto. Estava causando um grande perigo em toda bola parada. Por isso, Kannemann decidiu marcá-lo mais de perto. 

Ficou perto demais aos 23. Segurando o defensor em escanteio, em pênalti visto com lupa por Raphael Claus. Pedro, que tinha saído do banco para dar um peso maior ao ataque do Flu, virou o placar. 4 a 3 que refletia o que havia se tornado a partida.

O Grêmio, em contrapartida, não conseguia mais sair de trás. Por isso, Renato Gaúcho colocou Marinho e Luan em campo para tentar aproveitar melhor as oportunidades que surgiram, na reta final. O jogo ficou maluco. 

E Kannemann, em noite não muito eficiente atrás, recompensou na frente. Empatou de cabeça. 

E quando parecia que não aconteceria mais nada em um jogo especial, o melhor do campeonato até aqui, Yony González marcou pela segunda vez. 

Um 5 a 4 para guardar na retina. No coração e na memória. Um placar tão lindo como a forma ofensiva com a qual os técnicos de Grêmio e de Fluminense veem o futebol. Marcante. 

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