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Flamengo 3 x 1 Cruzeiro: Talento de Bruno Henrique para acabar com invencibilidade mineira

Cruzeiro Flamengo

Por Fábio Dias

O Cruzeiro não perdia há 22 jogos e não sabia o que era ser derrotado em 2019. Pois provou o gosto amargo diante de um Maracanã com 35 mil pessoas de um Flamengo que jogou melhor e foi reflexo de Bruno Henrique, o cara do jogo. 

Por opção de Abel, Bruno foi de novo o centroavante do time no 4-2-3-1. Sem ficar preso na área, mas se movimentando no sentido de preenchê-la e dar profundidade, enquanto Gabriel Barbosa abria pela direita e “empurrava” Everton Ribeiro para o centro.

Primeiro tempo de poucas emoções e muito estudo. De um Cruzeiro que joga em função do adversário, com suas duas linhas de quatro bem montadas por Mano Menezes. Ainda que falte ser incisivo em vários momentos.

Ainda que houvesse as opções de Marquinhos Gabriel e, principalmente, Pedro Rocha, autor do gol que abriu a contagem na única jogada que mereça destaque sob o ponto de vista de um Cruzeiro uma vez mais pragmático fora de casa.

Gol que não desestabilizou ao Mengo também por encontrar o empate no minuto seguinte. Com seu centroavante. Bruno Henrique. No posicionamento, na postura e no instinto para ganhar de Fábio pelo alto e colocar o pé na frente de Gabigol. 1 a 1.

Cuéllar tomou de conta da cabeça da área. Praticamente anulou as oportunidades de Rodriguinho ser alguém realmente efetivo. Assim, deu a Willian Arão a possibilidade de chegar à frente com maior frequência.

E Arão aproveitou tal liberdade para usar bem a parede de Gabigol para chegar ao fundo e servir a Bruno Henrique. Dando dois passos para trás para, da marca penal, fuzilar. Era a virada do Mengo.

Só o Flamengo quis jogo. Demonstrou isso ao refutar a ideia de time reserva e bancar uma formação capaz de estrear com o pé direito. Embora, Diego tenha entrado na reta final para segurar um pouco mais a bola.

No final deu tudo tão certo como vem dando a parceria entre Bruno Henrique e Gabriel Barbosa. Gabigol deixou a sua marca, após lançar seu parceiro de ataque em contra-ataque rápido pela esquerda e ficar esperando o rebote de Fábio. Merecidamente, Flamengo 3 a 1.

Quando o Cruzeiro de Mano, primeiro técnico da história do BR a receber um cartão amarelo, já estava com 10. Murilo fora expulso.

Deu tempo de acompanhar, com alegria, um dos maiores zagueiros que este blogueiro viu jogar se despedir do gramado: Juan. Aposentou-se aos 40 anos. Pelo déficit físico. Nunca técnico. Ele era um monstro com a bola nos pés. E para tirá-la dos pés adversários.

Só não foi perfeito pelo lance preocupante de Rodrigo Caio, em dividida com Dedé que inspirou cuidados médicos.

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