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Os números do balanço do Santos, que teve déficit de R$ 77mi em 2018

Santos

 

 

O ano de 2018 foi trágico para o Santos do ponto de vista financeiro. Os membros do Conselho Deliberativo do Peixe votam na noite desta segunda-feira o balanço financeiro do primeiro ano de gestão de José Carlos Peres, mas o Blog teve acesso ao relatório feito pelo Conselho Fiscal, que apresenta uma série de indicadores muito negativos. A começar pelo resultado final, de déficit de R$ 77 milhões.

O Santos fechou 2018 com R$ 107,3 milhões a menos do que havia orçado. Tudo porque em todos os itens, exceto “Outras receitas”, o clube arrecadou menos do que tinha projetado.

Com receitas de jogos, o valor orçado era de R$ 17,3 milhões, mas o Santos só obteve R$ 11,4 milhões. Sem títulos, o item “premiações de campeonatos” foi catastrófico: projeção de R$ 33,0 milhões contra apenas R$ 15,8 milhões alcançados.

Os contratos com TV, publicidade estática e PPV deveriam render R$ 117,7 milhões, mas só entraram nos cofres alvinegros R$ 110,0 milhões. Licenciamento foi um fracasso total: R$ 7,8 milhões orçados e R$ 2,7 milhões obtidos.

A meta com patrocínio também ficou muito longe de ser batida: em vez dos R$ 30,5 milhões projetados, o Santos só embolsou R$ 17,6 milhões. O programa com sócios-torcedores foi outra tragédia: de R$ 19,3 milhões orçados para R$ 8,3 milhões faturados.

Nem cadeiras/camarotes e visitas ao Memorial das Conquistas foram capazes de alcançar a meta. Com o primeiro item, o objetivo era lucrar R$ 2,3 milhões, contra R$ 2,0 milhões realizados. Já no Memorial, a meta era R$ 587 mil, contra R$ 510 mil alcançados. As franquias ficaram R$ 536 mil abaixo do projetado.

Porém, nada foi tão ruim quanto a receita com venda de jogadores. É que o Santos havia se planejado para faturar R$ 94,6 milhões, mas acabou recebendo apenas R$ 33,7 milhões. Ou seja, uma diferença negativa de R$ 60,8 milhões.

Por “Outras receitas”, único ponto positivo, entende-se aluguéis, eventos, despesas com acordos judiciais e direitos de imagem. O valor orçado era pequeno, de R$ 501 mil, com arrecadação de R$ 14,6 milhões.

Devido a todos esses índices terríveis, houve a solicitação do Conselho Fiscal pela reprovação unânime das contas de Peres, com a justificativa de “gestão temerária”.

 

 

Trecho do balanço financeiro do Santos referente a 2018

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