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Cruzeiro gastou R$ 4,2 milhões com Itair Machado em 2018

Cruzeiro

 

O valor do déficit do Cruzeiro em 2018 não foi a única polêmica causada pela divulgação do balanço financeiro do clube. O enorme prejuízo, superior a R$ 87 milhões, tem a ver com uma série de gastos com o departamento de futebol, como os pagamentos a Itair Machado. O vice-presidente de futebol da Raposa embolsou R$ 4.249.963,83 ao longo de 2018.

O número está presente em um trecho do balancete cruzeirense – o documento, inclusive, está em posse do Yahoo. Tais pagamentos, que incluem salários e prêmios, entre eles os títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Mineiro, foram feitos à IMM Assessoria e Consultoria Esportiva Ltda, empresa de Itair aberta em 23 de janeiro do ano passado.

O vice-presidente cruzeirense negou as cifras. “Está totalmente errado e criminoso”, afirmou Itair, que deixou de responder às mensagens depois de ser confrontado sobre o exato valor e o nome de sua empresa.

Os R$ 4,2 milhões divididos por 12 meses equivalem a R$ 354 mil mensais, vencimento de um jogador de bom nível no futebol brasileiro. O atacante Raniel, por exemplo, recebe menos do que o dinheiro a que Itair teve direito no ano passado, fazendo a ressalva de que toda essa bolada destinada ao dirigente não foi apenas de salário.

A título de comparação, os diretores-executivos de futebol mais bem pagos do país, e que exercem funções parecidas à de Itair, ganham na casa dos R$ 200 mil. Nesta relação estão Alexandre Mattos, do Palmeiras, e Raí, do São Paulo. É bem verdade que Mattos faturou um bônus de aproximadamente R$ 1 milhão com o título do Brasileirão.

Embora Itair seja dono dos valores mais expressivos, também estão na folha de pagamento do Cruzeiro diversos membros do Conselho Deliberativo, que recebem via PJ, RPA ou CLT.

27 ou 87? O balanço cruzeirense referente a 2018 aponta um déficit de R$ 27,2 milhões. Porém, a Raposa incluiu os cerca de R$ 60 milhões da venda de Arrascaeta na contabilidade, apesar de o negócio ter sido fechado em 10 de janeiro de 2019. Isso representa uma ilegalidade de acordo com as regras contábeis.

Especialistas em contabilidade entendem que tal medida pode ter sido tomada pelo Cruzeiro para evitar que o clube fosse punido por infringir o Profut. Não se pode aumentar o endividamento em um percentual pré-determinado de um ano para outro.

 

 

 

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