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VAR anula pênalti do Palmeiras: ‘Árbitro não manda mais nada’, diz Felipão

Palmeiras São Paulo

 

São Paulo e Palmeiras jogaram primeiro clássico das semifinais do Paulistão com indícios de muitos gols neste sábado no Morumbi. Não faltou apetite dos dois lados. Faltou sim um pouco mais de precisão no lance final e coerência do árbitro Vinicius Furlan ao dar pênalti de Reinaldo em Dudu e depois anular sua decisão com base no VAR. Protocolo da arbitragem de vídeo neste lance não seria necessário. Furlan hesitou e mudou a história do jogo que acabou no empate por 0 a 0.

“Árbitro não manda mais nada. Não tem autoridade mais nenhuma, zero. Não é por causa do jogo de hoje. Ou eles colocam VAR pra funcionar direito e o árbitro tenha capacidade de decidir por ele ou só vai decidir pela televisão. É o fim”, disse Felipão.

Primeiro tempo acabou com polêmica do VAR. Árbitro Vinicius Furlan apitou pênalti de Reinaldo em Dudu, depois voltou atrás ao consultar o vídeo e anulou o lance. Naquele momento, Palmeiras estava mais em cima do São Paulo ensaiando o controle do jogo.

Confira bronca do Palmeiras no lance do pênalti:

O VAR agora é capaz de medir a intensidade da carga que o jogador recebe pra marcar pênalti ou não rs pic.twitter.com/uzH01xV2Wk

— SEPalmeirense ⓟ (@SEPalmeirense) March 30, 2019

Até chegar ao pênalti não confirmado em Dudu, time de Felipão sofreu à beça com os garotos do Tricolor. Rápidos, com requinte de atrevimento, envolviam os pesados Felipe Melo e Bruno Henrique e davam trabalho a Victor Luis e Marcos Rocha.

Antony, ágil e lépido, em perfeita sintonia com Husdson, construiu a maioria dos lances de ataque do São Paulo. Dali a bola chegou várias vezes em Pablo para a tacada final. Pablo não acertou o alvo. Everton Felipe também teve uma chance e errou.

Felipe Melo, percebendo que deveria enquadrar os moleques para diminuir aquela correria, deu uma chegada em Antony. Levou o amarelo, mas mandou o recado: aqui, não.

O clássico esquentou, aumentou a voltagem, e as faltas se acumularam. Sobrava discussão, resmungos. A bola corria pouco.

A melhor resposta do Palmeiras ao ritmo alucinante dos garotos do São Paulo veio com Scarpa e Dudu. Espremidos nos lados do campo, os dois se procuraram e passaram a articular o jogo do time de Felipão. Área tricolor virou campo de batalha. Por detalhes o gol não saiu. E aconteceu o lance capital no pênalti marcado e depois anulado de Reinaldo em Dudu.

No segundo tempo, o clássico perdeu a tensão. A proposta era o contra-ataque dos dois lados. Uma toma lá da cá incessante, apesar de o resultado final não ter sido o gol.

Do lado do São Paulo, a insistência era com Antony no setor direito e um deserto no esquerdo. Do Palmeiras, tudo passava por Dudu. Scarpa, mais ativo na segunda metade do primeiro tempo, se escondeu, se omitiu, com enormes prejuízos ao seu time nessa etapa final.

Felipão e Mancini interferiram no clássico com boas intenções. Everton, mais qualificado que Everton Felipe, entrou para dar ideias ao Tricolor no setor esquerdo em cima de Marcos Rocha, carregado com um cartão amarelo. Antes mesmo de Everton entrar, Felipão se apressou e trocou Marcos Rocha por Mayke. E tudo voltou ao normal naquele lado do campo.

Além de Mayke, Felipão havia substituído Goulart por Lucas Lima, em busca de um pouco mais de organização ofensiva. Proposta boa, mas Lucas Lima sucumbiu à marcação.

Mancini respondeu com Nenê na vaga do garoto Igor, de pouco efeito prático. No fim prevaleceram os sistemas defensivos. Contra-ataques não se encaixaram e o clássico caminhou até o fim a um melancólico empate sem gols. Até porque jogadores que poderiam fazer a diferença não mudaram o curso do rio.

A conversa agora é no Allianz Parque no próximo domingo (07/4). Outro empate e a decisão vai aos pênaltis. Quem vencer nos 90 minutos se classifica à final. Desde que a arena foi inaugurada, derrubando o velho Palestra Itália, o São Paulo nunca venceu o Palmeiras na casa nova.

 

 

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