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Os 20 maiores artilheiros do Vitória e suas peculiaridades

Vitória

“Olha a sequência do Neto!”, “Você marca Quarentinha, mas não marca Juvenal”, esses são versos de músicas cantadas para alguns dos goleadores rubro-negros.

Eles são muitos, e estreando a coluna Memórias do Leão neste espaço, listaremos os vinte maiores da história vermelho e preta, que juntos marcaram 1655 gols pelo Leão.

 

20 – Marquinhos (2000’s e 2010’s)

Marquinhos em 2008. (Foto: Revista Placar)

Velho conhecido da torcida, Marquinhos se destacou logo no seu primeiro ano no time profissional. Campeão baiano naquele ano, ele acabou indo para o Palmeiras e pro Flamengo. Retornou em 2011 e logo em 2012 ajudou o Vitória a subir de divisão. Já em 2013, foi novamente campeão baiano e fez parte do elenco que fez a melhor campanha do Vitória no Brasileirão na era dos pontos corridos. Foram oito tentos marcados por ele ao longo da competição. Em 196 jogos, ele fez 58 gols.

 

19 – Leandro Domingues (2000’s e 2010’s)

Leandro Domingues em jogo de 2009.

Atleta da base do Leão, Leandro Domingues foi campeão estadual seis vezes com a camisa rubro-negra. Entre idas e vindas teve três passagens pelo clube sendo a primeira a mais importante delas, quando compôs o elenco que subiu da Série C para a B em 2006. Um de seus gols mais memoráveis aconteceu em 2009 quando acertou um belo chute de fora da área em jogo contra o Grêmio. Ao todo foram 210 jogos e 59 gols feitos.

 

18 – Petkovic (90’s)

Petkovic no ano de 1998. (Foto: Revista Placar)

O gringo chegou na Boa Terra em 1997. Não demorou muito para com o seu bom futebol Dejan Petkovic cativar a torcida. Sérvio, vindo do Real Madrid, foi em Salvador que despontou no futebol. Campeão baiano em 1997 e 1999, e campeão da Copa do Nordeste de 1999, mostrou o bom futebol rubro-negro para o Brasil no Brasileirão. No total, foram 59 gols em 90 jogos.

 

17 – Alencar (50’s)

Figurinha de Alencar em álbum de 1954. (Acervo de Arilde Júnior)

Em 1953 ele formou um quinteto de ataque imparável com Tombinho, Juvenal, Ciro e Quarentinha. O cearense Alencar foi importante na campanha do título baiano que tirou o Vitória do jejum. Foi também campeão baiano de 1955 com o Vitória. Nos 131 jogos que fez ao longo da década de 50, marcou 61 gols.

 

16 – Carmine (30’s e 40’s)

Carmine em 1940. (Foto: Sports Illustrado)

Ao lado de Siri, ele figurou com a camisa do Leão no antigo Campo da Graça no início da década de 40. O ponta-esquerda Carmine também defendeu bastante a Seleção Baiana. Dono de um potente chute, até de falta ele costumava marcar. Campeão do Torneio Início de 1941 a 1944 com o Vitória, ele marcou 61 gols em 70 partidas.

 

15 – Ricky (80’s e 90’s)

O nigeriano Ricky em foto de 1985. (Foto: Revista Placar)

Duas artilharias consecutivas no Campeonato Baiano. Essa foi uma das marcas de Ricky. O nigeriano que chegou ao Vitória em 1984 marcou quinze vezes no estadual. O feito se repetiu no ano seguinte quando foi campeão baiano, desta vez, ele marcou 23. Artilheiro dos BaVi’s, Ricky foi vendido após a conquista do título e o dinheiro de sua venda foi aplicado nas obras do Barradão. Voltou em 1994 e chegou a assinalar dois tentos. Nos 99 jogos que fez, fez 65 gols

 

14 – Índio (2000’s e 2010’s)

Índio com um cocar rubro-negro em 2007. (Foto: Revista Placar)

Referência no ataque do Vitória, Índio chegou em 2005 e logo mostrou serviço. Em 2006 marcou 14 vezes na Série C ajudando o Vitória a subir de divisão. Campeão baiano em 2007, ele chegou a marcar quatro vezes em um clássico contra o Bahia que terminou em 6 a 5 e ganhou a artilharia do campeonato balançando as redes num total de 26 vezes. Chegou a jogar no clube outra vez em 2010, mas só marcou uma vez. Nos 135 jogos que fez, marcou 69 gols.

 

14 – Mozart (30’s)

Mozart, o mais antigo dos artilheiros, em 1935.

O nome de músico erudito não engana. Mozart foi de fato o maestro rubro-negro na década de 30. Chegou a jogar também no time de basquete do Vitória, mas o futebol é que era o seu forte. Jogou pelo Leão em 103 oportunidades e marcou 69 gols.

 

12 – Agnaldo (90’s)

Agnaldo em 1998, seu último ano no Vitória. (Foto: Acervo pessoal do atleta)

O paranaense Agnaldo Cordeiro já havia jogado até na Bélgica quando chegou no Vitória em 1996. Nesse seu primeiro ano foi campeão baiano, mas foi em 1997 que brilhou com o manto rubro-negro. Novamente campeão baiano, ele foi o artilheiro da competição com quinze gols e ainda conquistou a Copa do Nordeste marcando outros cinco. Ganhou da torcida o apelido de Capacete por fazer muitos gols de cabeça na época em que usava um cabelo quadrado. Fez 71 gols nos 121 jogos que disputou.

 

11 – Allan Delon (90’s e 2000’s)

Allan Delon em jogo contra o Grêmio em 2002. (Foto: Revista Placar)

Allan Delon e artilharia são sinônimos. O meia que jogou durante nove anos pelo Leão, indo da base ao profissionalismo, conquistou quatro títulos baianos com o clube e por três vezes foi campeão da Copa do Nordeste. Dentre seus feitos, alcançou a marca de maior artilheiro do Vitória em brasileiros e a segunda maior artilharia do Barradão. Com nome de artista não poderia ser diferente. Se ele não foi contracenar e resolveu vir aos palcos do futebol, foi para brilhar. Marcou 76 gols em 239 jogos pelo rubro-negro.

 

10 – Tombinho (50’s)

Figurinha de Tombinho num álbum de 1954. (Acervo de Arilde Júnior)

Destacado atacante por conta de sua velocidade, Lourival Cruz, o Tombinho defendeu o Vitória por cerca de dez temporadas, de 1945 a 1955. Por muitos anos defendeu a Seleção Baiana e no Vitória marcou gols importantes como um na goleada em 3 a 0 sobre o Botafogo-BA em 1954 que deu o título do baianão ao Leão depois de 44 anos. No primeiro BaVi da Fonte Nova, realizado em 1951, também deixou sua marca na vitória rubro-negra em 3 a 1. No total marcou 76 gols em 204 jogos.

 

9 – Matos (50’s e 60’s)

Matos em 1957.

Samuel Matos foi um dos principais atletas do Vitória no ano de 1957. Junto de Enaldo, Teotônio, Lia e Salvador, conquistou o Campeonato Baiano daquele ano, o terceiro do Vitória na década de 50. Foi também artilheiro da excursão rubro-negra na Europa em 1960. O atacante marcou 77 gols em 145 jogos pelo Vitória, de 1957 a 1961.

 

8 – Neto Baiano (2000’s e 2010’s)

Neto Baiano em 2015. Ainda no Leão ele é também o artilheiro do Barradão.

Desta lista é bem provável que Neto Baiano seja o menos estranho ao torcedor rubro-negro. Artilheiro recente, de temperamento forte e um tanto destemperado, Neto se destacou no Vitória mais em sua segunda passagem. Na primeira foi influente na conquista do tri do baianão, mas pela Copa do Brasil cuspiu em um atleta do Vasco e foi suspenso por cinco jogos, assim, sendo emprestado para o futebol japonês. Voltou em 2011 e seu primeiro gol na nova passagem foi em cima do Bahia. Acontece que quando se fala em Neto Baiano com certeza vem a mente do rubro-negro as alfinetadas no rival e o memorável jogo contra o ABC, onde perdendo por 2 a 0 em pleno Barradão, o atacante balançou três vezes a rede e classificou o time na Copa do Brasil de 2012. Jogou novamente em 2015 marcando somente um gol num BaVi e atualmente está mais uma vez no Vitória, mas não desencantou. Ele soma 85 gols e 151 jogos até o presente momento.

 

7 – Ramon Menezes (90’s e 2000’s)

Ramon, o Reizinho da Toca, em 2008. (Foto: Gazeta Press)

Não é atoa que Ramon Menezes carrega consigo a alcunha de Reizinho da Toca. Quando chegou ao Vitória em 1994, em seu primeiro jogo marcou três vezes diante da Seleção de Jacobina e 22 dias depois marcou em um BaVi. Uma curiosidade é que desse clássico, que resultou em 4 a 0, em diante, o meia só marcou em triunfos do Leão com quatro gols. 4 a 1 no Inter, 4 a 2 no Jequié, 4 a 0 no Bahia, Flu de Feira e Camaçari. Até enfim marcar num 2 a 1. A primeira passagem foi bem sucedida e ele foi vendido pro Bayer Leverkusen-ALE. Voltaria somente em 2008, aos 35 anos, para novamente despontar. Foi nessa segunda passagem que foi intitulado de Reizinho da Toca, tendo chegado até o vice-campeonato da Copa do Brasil com o clube em 2010. Foram 88 gols em 189 jogos.

 

6 – Didico (60’s)

Didico, o Diabo Loiro em 1965. (Acervo de Ubiratan Brito)

Se o Vitória foi bicampeão baiano na década de 60 mesmo sob boicote da imprensa desportiva da Bahia, isso se deve em parte a Didico, que muito antes de Júnior, já era apelidado de Diabo Loiro. Apesar de não possuir bastante habilidade, era um centroavante que sempre encontrava o caminho do gol, não importando se seus tentos seriam assinalados debaixo das traves ou em bolas aéreas. Ele chegou ao Vitória em 1963, em uma troca com o Bahia pelo zagueiro Roberto Rebouças. Quando o clube não mais podia renovar seu contrato, a torcida rubro-negra com a devoção que tinha por seu futebol, chegou a organizar um show de Zé Keti para arrecadar dinheiro. Não foi o suficiente, mas ele prosseguiu no plantel leonino após receber o título de sócio do clube. Marcou 89 tentos em 163 jogos.

 

5 – André Catimba (70’s)

André Catimba jogou no Vitória de 1971 a 1975.

Ídolo-mor do Esporte Clube Vitória, André Catimba é a personificação do rubro-negro nos anos 70. Já tendo jogado no Galícia e no Ypiranga, André veio a despontar no Vitória junto de Mário Sérgio e Osni no trio de 1972. Em cinco temporadas no clube, conquistou os torcedores do Leão aos montes, tendo sido um dos principais responsáveis pelo título de 1972 e a boa campanha no Brasileirão de 1974. Numa ocasião em que o ponta Osni provocou uma confusão num BaVi de Dia das Mães, André partiu pra briga com os jogadores do Bahia e conta-se que tamanha foi a confusão que até o governador ACM teve que descer das tribunas para que fosse apartada a briga. O jogo terminou 1 a 0 pro Leão com gol de André. Foram 90 gols em 191 embates.

 

4 – Sena (70’s)

Sena perdeu o filho enquanto jogava pelo Vitória mas deu a volta por cima. (Acervo de Ângelo Alves)

Com passagens no futebol carioca e também pelo Atlético de Madrid e Rayo Vallecano, o atacante Sena veio para o Vitória na segunda metade dos anos 70. Foi a sensação do rubro-negro durante essa época, jogando ao lado de nomes como Dendê, Wilton e Zé Júlio. Bom batedor de falta que era e com uma percepção de jogo diferente dos demais, foram quatro anos defendendo o Leão e 109 gols marcados em 192 partidas disputadas

 

3 – Osni (70’s)

Osni, o pequeno-grande.

Figura ímpar entre os torcedores, Osni Lopes veio para o Vitória após passagens no futebol paulista e carioca. Justo em 1972, ano em que formou o famoso trio com Mário Sérgio e André Catimba. O pequeno Osni mostrou-se grande nos campos com sua habilidade. Com o Vitória, foi campeão baiano em 1972 e nos anos posteriores conquistou taças individuais pelo clube, como a Bola de Prata da Placar de 1973 e 1974. Num BaVi de 1973 o Bahia entregou flores ao Vitória por ocasião de seus 74 anos. Em campo, tudo degenerou quando Osni foi da habilidade a provocação, ao conduzir a bola com o joelho diante de Romero, lateral-esquerdo do rival que não perdoou e partiu pra porrada. Envergando a rubro-negra, Osni marcou 111 gols em 238 jogos.

 

2 – Siri (30’s e 40’s)

Siri foi o principal artilheiro do Vitória nos anos 40.

Cyridião de Araújo Viana, conhecido futebolisticamente como Siri era irmão de Jayme Viana, Bengalinha, também ídolo do Vitória na década de 40. Seu ingresso no clube foi em 1938, onde permaneceu até 1946, quando se transferiu pro rival. Foi o artilheiro do Campeonato Baiano de 1945 junto a Toinho, do Botafogo-BA, com quinze gols. Em certa feita, o atleta do Rio Vermelho marcou sete dos nove gols do Vitória numa goleada em 9 a 1 aplicada no Galícia. Nacionalmente, a marca só seria superada por Pelé alguns anos depois. Foram 132 gols em 138 jogos pelo rubro-negro, clube que voltou a defender no ano de 1949.

 

1 – Juvenal (40’s e 50’s)

Juvenal, apelidado de Jegue Alemão, é o maior artilheiro do Leão.

Máximo artilheiro do Leão da Barra, Juvenal começou a trilhar sua artilharia ainda nos anos 40, quando o clube sequer era profissional. Natural de São Félix, o atacante começou aos 16 anos no Flamengo de Ilhéus e ainda em 1943 veio parar no Vitória, estreando com um gol em cima do Ypiranga, num 3 a 1. Defendeu o clube até meados de 1946, quando foi jogar em clubes do Sudeste. Em seu regresso em 1950 continuou a assinalar gols como fizera antes. Em 1951 marcou dois no triunfo em 3 a 1 no primeiro BaVi da Fonte Nova, e já em 1954 marcou dois na final do baiano que pôs fim ao jejum de títulos do Vitória. Desta forma converteu-se o Leão em campeão baiano e ele atuando até 1955 somou 150 gols, e assume por mais de seis décadas o posto de maior artilheiro rubro-negro, com uma média de 0,78125 gols por jogo e 192 partida disputadas.

 

*Dados fornecidos por Ubiratan Brito

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