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Kalil dá declarações contundentes sobre Mineirão e Atlético-MG

Atlético Mineiro

 

Figura controversa na perspectiva de muitos, não dá pra negar que Alexandre Kalil foi um dos presidentes mais importantes da história do Galo. Sob sua batuta, o Atlético-MG voltou a ser protagonista em cenário nacional, disputando ponto a ponto o Brasileirão 2012 e vencendo a Copa do Brasil 2014. A grande conquista, obviamente, foi a ​Copa Libertadores 2013, a única em quase 111 anos de existência alvinegra.

​​Hoje prefeito da cidade de Belo Horizonte, o ex-presidente atleticano concedeu uma longa e minuciosa entrevista ao ​Globoesporte, detalhando pormenores de seus anos à frente do Atlético-MG, contando como é a vida de torcedor e, obviamente, opinando sobre alguns direcionamentos das novas gestões. Com uma fala bastante contundente, Kalil valorizou a busca do Galo pela construção de sua própria casa, ​a Arena MRV.

“Eu acho que o estádio do Atlético significa uma redenção, sim. Vamos sair, definitivamente, do túmulo do Atlético, que é o Mineirão. E aí é uma coisa definitiva. O Mineirão emperrou o Atlético por 44 anos, e em três anos, quando saímos do Mineirão, ganhamos tudo que o Atlético tem até hoje. A saída do túmulo, do cemitério, é uma grande vitória para o Atlético”, afirmou.

Perguntado se mantém alguma conexão/envolvimento com os meandros políticos do clube atualmente, Kalil rechaçou taxativamente: “Eu vou ser muito franco: não tenho a menor relação com o Atlético hoje. Não por briga, por nada. Primeiro, porque sou prefeito de Belo Horizonte. Segundo, que não vou ligar para o presidente para saber se é verdade que ele está contratando fulano. E não tem nada melhor, depois que fui presidente, do que ser só torcedor. Poder xingar, gritar, reclamar, poder achar que está tudo errado ou tudo certo”, cravou.

Um dos discursos da atual gestão que mais incomoda o torcedor atleticano é o da austeridade financeira. Para o ex-mandatário, é possível sanar dívidas e competir: “Eu sempre disse que pagar dívida nunca me interessou, mas todas as dívidas que eu deixei estavam equacionadas. Eu deixei o Atlético muito equilibrado. Deixei sem nenhum título no cartório, sem nenhuma dívida trabalhista. E montei um dos melhores times da história do Atlético. Então, futebol não é bem assim, não é uma coisa ou outra”, pontuou.

Questionado sobre uma de suas falas recentes mais polêmicas, sobre estádio de futebol ser para rico, o ex-presidente atleticano foi categórico: “Hitler era um assassino. Isso não é minha opinião, é uma constatação. Quando eu falo que “futebol é pra rico”, não é o que eu quero, o que eu desejo ou o que eu acho. É o que é”, concluiu.

 

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