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Ponte Preta 1 x 0 São Paulo: Confiança zero

Ponte Preta São Paulo

 

A Ponte Preta não vinha de um grande momento na temporada. Demitiu, na quarta-feira, Mazola Jr. para modificar o cenário ruim em 2019. Mesmo abdicando do jogo por boa parte do tempo, venceu o São Paulo, no Moisés Lucarelli, por 1 a 0. Com técnico interino.

Partida que externou, uma vez mais, os problemas de criatividade são-paulinos. O departamento criativo do time está em falta. Técnica e, sobretudo, animicamente o time demonstra estar sentindo o ambiente de pressão.

Diante disso, entre guardar os titulares e dar mais uma oportunidade de entrosamento, André Jardine optou por buscar uma boa apresentação em Campinas. Para dar moral. Para aumentar a esperança de que é preciso reverter o cenário adverso contra o Talleres.

A impressão, porém, foi a pior possível. Um time ainda lento na transição do meio para o ataque. Nenê muito mal nas ações com bola, jogando por dentro como o camisa 10. Num lugar que poderia ser de Hernanes, posicionado como segundo volante, no 4-2-3-1 são-paulino. Ainda sem ritmo.

O resultado só não foi pior do que a apresentação. Iván simplesmente não trabalhou. Não precisou executar seu serviço embaixo das traves. Mal sinal. O time só marcou uma vez nos últimos cinco jogos. E precisa de três gols para passar de fase.

A Libertadores coloca pressão sobre o Paulista. As respostas não vêm. E o cenário se replica. Agora, o Tricolor está sem rumo nem prioridades. A ideia hoje, sem toda pressão instalada no clube, poderia ter sido a de poupar os titulares. Como o Talleres está fazendo, neste momento, contra o Atletico Tucumán, na Superliga Argentina. Mas não.

Antony, que chegou a esboçar algumas jogadas individuais, foi desaparecendo com o passar do tempo. Tornou-se mais uma peça no cenário ruim são-paulino. Não por culpa dele. Por extensão do time que não encorpou.

Enquanto a Ponte esperava. Se animava. De forma contida, é verdade.

Achou o gol na bola parada. Cruzamento fechadinho de Gerson Magrão. Tiago Volpi não conseguiu sair. A defesa não subiu quanto poderia. Renan Fonseca raspou e Hugo Cabral, recém-saído do banco, empurrou de carrinho. 1 a 0.

O jogo não merecia gols. Mas se alguém estava perto de marcá-lo, por eliminação, era a Nega Véia.

Placar caótico para o time que volta ao Morumbi e tem simplesmente o jogo do ano para disputar. Já em fevereiro. Como se sabia em dezembro. E pode ver por água abaixo o ano internacional. Tudo isso daqui a quatro dias. Sem ter argumentos para lidar com isso.

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