PUBLICIDADE

De possível ‘potência’ ao pior início em 27 anos: como explicar o momento do São Paulo?

São Paulo

 

Adotando uma postura agressiva no mercado de transferências, o ​São Paulo contagiou seus torcedores na intertemporada. Reforços de peso como o atacante Pablo, um dos grandes nomes do futebol brasileiro em 2018, e o meia Hernanes, ídolo histórico do clube, permitiram que os são-paulinos sonhassem alto para o novo ano.​ Ainda é muito cedo para cravar que o clube passará em branco novamente, mas este primeiro mês de jogos oficiais em 2019 não deixou boas impressões. Muito pelo contrário.

Tecnicamente falando, não é exagero cravar que o Tricolor Paulista tem um dos seis melhores elencos do país na atualidade, a nível de material humano. Tal panorama deveria ser suficiente para que o clube não fosse amplamente dominado pelo modesto Talleres, atual 12º colocado no Campeonato Argentino. Irreconhecível, o São Paulo foi presa fácil em Córdoba na última quarta-feira (6), quando os donos da casa dominaram as ações, venceram por 2 a 0 e colocaram o tricampeão continental em péssima situação na Libertadores.

Com três vitórias e quatro derrotas em sete compromissos, a equipe paulista vive seu pior início de temporada em 27 anos. Qual é a explicação para este São Paulo, apontado antes da bola rolar como uma força a ser observada em 2019, ter entrado de forma negativa na história recente do clube? Pressionado por sua própria grandeza, o clube tem no desassossego e na falta de comando os seus principais inimigos.

O São Paulo não conquista um título relevante desde 2012, ano em que venceu a Copa Sul-Americana. Seis anos de seca, para quem se habituou com os louros e taças empilhadas nas últimas duas décadas, é tempo suficiente para se ligar um alerta vermelho. Mas não existe recuperação de protagonismo à fórceps, sem construção de uma identidade e sem convicção de ideias. Não há nada disso no São Paulo contemporâneo, clube que virou uma máquina de moer técnicos e um ‘cabide’ para conselheiros fazerem politicagem.

Os turbulentos bastidores políticos, os mandos e desmandos no departamento de futebol, as demissões consecutivas e a falta de tranquilidade para se estabelecer uma filosofia de jogo já atingem em cheio o ‘novato’ André Jardine.

Dono de boas ideias, mas sem experiência em times principais e sem o escudo que medalhões carregam, o treinador já tem seu trabalho precocemente condenado pela opinião pública. Todos são passíveis de erros e acertos, mas quem comanda o São Paulo, especialmente nos últimos seis anos, têm esse direito negado. Enquanto isso, ​os principais responsáveis pela decadência tricolor seguem batalhando para se perpetuarem no poder.

 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
© PRORROGAÇÃO 2019 | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS