PUBLICIDADE

São Paulo tem de reeditar feito de 1993 para evitar vexame na Libertadores

São Paulo

 

Nesta quarta (6), atuando em Córdoba (Argentina), o São Paulo do novato treinador André Jardine jogou mal e perdeu por 2 a 0 do Talleres, complicando-se na Libertadores logo na estreia.

Agora, para não passar pela vergonha de ser eliminado logo no primeiro mata-mata (para ir à fase de grupos ainda há um segundo confronto eliminatório), o time paulista terá, no jogo de volta, na quarta (13), de fazer o que somente uma vez conseguiu na competição: reverter um placar desfavorável de dois gols na partida de ida.

Aconteceu na edição de 1993, ano em que o time comandado pelo saudoso Telê Santana obteve o bicampeonato da Libertadores, com um elenco que tinha, entre outros, Raí, Cafu, Müller e Zetti.

Nas oitavas de final, fase em que o São Paulo estreou – o regulamento dava ao campeão do ano anterior a regalia de estrear só nos mata-matas –, visitou o Newell’s Old Boys e levou de 2 a 0.

Parecia que o time argentino, derrotado pelo Tricolor na decisão de 1992, teria sua vingança.

Só parecia.

Com dois gols de Raí (hoje diretor-executivo de futebol do clube), um de Cafu e um de Dinho, o São Paulo goleou por 4 a 0 no Morumbi, para depois superar Flamengo, Cerro Porteño (Paraguai) e Universidad Católica (Chile).

Raí festeja gol contra a Universidad Católica, do Chile, no Morumbi, em 1993, na única edição da Libertadores em que o São Paulo reverteu desvantagem de dois gols em um mata-mata (19.mai.1993/Folhapress)

Somente 23 anos depois o time viria a ser derrotado de novo por dois gols de diferença na partida de ida de um mata-mata de Libertadores.

Foi na semifinal de 2016, diante do Atlético Nacional, de Medellín, que ganhou por 2 a 0 no Morumbi, dois gols do hoje palmeirense Borja.

No duelo de volta, na Colômbia, Borja voltou a ser o carrasco: fez dois gols e o São Paulo perdeu por 2 a 1.

Em tempo: Em oito ocasiões, o São Paulo foi derrotado no primeiro jogo de um confronto eliminatório por apenas um gol de diferença. Em três delas (Newell’s, em 1992; Rosario Central, em 2004; e Estudiantes, em 2006), conseguiu se recuperar e suplantar o rival, mas sempre na disputa de pênaltis – inclusive na decisão de 1992. Nas outras cinco, sucumbiu, quatro delas ante brasileiros: Vélez, na final de 1994 (nos pênaltis); Internacional, na final de 2006; Cruzeiro, em 2009; Internacional, em 2010; e Atlético-MG, em 2013.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
© PRORROGAÇÃO 2019 | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS