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Corinthians 2 x 1 Flamengo: A estrela de Pedrinho

Corinthians Flamengo Futebol

 

Ele ficou 68 minutos no banco de reservas assistindo a um jogo no qual o seu time não conseguia chegar à área adversária. Precisou de uma volta completa do ponteiro para dominar a bola na entrada da área e bater no canto esquerdo para classificar o Corinthians à 6ª final da Copa do Brasil de sua história.

Este é Pedrinho. 20 anos. Xodó da Fiel torcida, que o abraça e protege. E para onde ele ofereceu toda a alegria da noite ao garantir a vitória alvinegra por 2 a 1 sobre o Flamengo, na Arena corintiana. Muito pelos cânticos que ecoaram nas arquibancadas desde o treino de ontem.

O teste de domingo se converteu em escalação oficial por parte de Jair Ventura. Sem centroavantes disponíveis, a opção do técnico foi a de ter dois meias por dentro em um 4-4-2 de associação. Isto é, a aproximação dos jogadores para criar as jogadas.

Foi mesmo na inteligência de Jádson que a primeira (e única, até o intervalo) oportunidade que se traduziu em gol. Passe perfeito encobrindo a defesa. Danilo Avelar, de frente, bateu por baixo do goleiro.

Detalhes para a entrada em diagonal de Mateus Vital e a demora de Éverton Ribeiro em recompor. Sobrou um belo espaço para o lateral finalizar, de forma limpa.

Gol marcado na primeira finalização do Corinthians no alvo em 103 minutos de confronto. Não tinha como ser menos efetivo em comparação ao jogo da ida. Não tinha como ser melhor um gol tão cedo em um duelo que seria definido no detalhe.

Não poderia, porém, ceder o empate tão prontamente como aconteceu, num intervalo de quatro minutos. Tite costuma dizer que o campo fala. E foram dois jogadores que ganharam oportunidades no domingo que saiu o gol.

Willian Arão, posicionado próximo a Cuéllar, deu bom passe em profunidade para o avanço de Pará. O cruzamento foi buscando a área. A bola desviou no peito de Henrique e morreu no contrapé de Cássio.

O empate esfriou o clima da arena, que estava em êxtase. E devolveu à estaca praticamente zero o duelo.

O Mengo contou com Lucas Paquetá mais próximo a Henrique Ceifador, num 4-4-2. Tinha Everton Ribeiro solto para cadenciar as jogadas e criar. Ou tentar.

Porque o Flamengo tem um problema crônico. Não tem um centroavante à altura de sua história. Henrique Dourado foi o nove da vez. Mas poderia ser Uribe, que nem foi a São Paulo. Ou até o garoto Lincoln, lançado às feras no 2° tempo.

Eles são os responsáveis por finalizar. Desde que a bola chegue. Eles têm a missão de empurrar a bola na rede, mas a posse de bola do Rubro-Negro é inerte. Não fere o rival. A mudança tática não funcionou. Como não tem funcionado o time desde a volta da Copa.

O cenário estava desenhado. O Mengo com a bola. O Corinthians, ocupando o espaço. Sem maiores emoções ou lances de perigo.

Bastou Pedrinho entrar. Um minuto em campo. Domínio na entrada da área e chute bem colocado no cantinho. Gol de classificação. Uma moral danada para o garoto. Levando o time à decisão da Copa do Brasil.

Incrível como o Corinthians praticamente não sofreu. A não ser pela bola na trave de Pará, nos acréscimos, que seria mais de forma aleatória. Não pensada. Como parece ser impensável um time como o Flamengo investir tanto para tão pouco.

O fato é que o Corinthians chega à 6ª final em sete semifinais de Copa do Brasil. É muita camisa. É muito empenho. É muita tradição.

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