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Palmeiras 0 x 1 Cruzeiro: Pirata dá um pé de vantagem à Raposa

Futebol Palmeiras

 

A projeção era de um duelo equilibrado como realmente se apresentou nos primeiros movimentos em um Allianz Parque que não estava lotado. O pêndulo pesou para o lado mais cascudo no duelo de Palestras. Justamente o do Cruzeiro, metódico e conservador, para abrir uma importante vantagem na casa do Palmeiras, maior que a do ano passado, na qual também passou de fase na Copa do Brasil.

O alviverde sentiu, da pior maneira possível, que não podia dar um espaço tão grande para o adversário. Com 5 minutos, Barcos recebeu a bola no chamado funil, entre a meia-lua e a marca penal. A despeito de sua fase ruim, não perderia. Toque sutil para bater Weverton. 1 a 0. Passe em profundidade de Thiago Neves para Robinho dar a assistência. Experiência pouca é bobagem para um time que cresce em jogos deste porte.

Lance que sucedeu a boa jogada em que Borja dividiu espaço e atenção com a dupla de zaga mineira para fazer Fábio mostrar sua costumeira competência e defender uma bola cruzada difícil. Ímpeto que acabou gerando efeito reverso. Em vez de abrir o placar, o Palmeiras saiu atrás. Sofreu seu 3º gol na era Felipão. Não conseguiria virar como foi diante do Cerro Porteño.

Porque o Cruzeiro sabe como talvez nenhuma outra equipe do país como se portar em jogos de Copa longe de seus domínios. Voltou a mostrar uma organização defensiva muito inteligente. Uma solidez que explica o porquê do investimento de pouco mais de R$ 120 mil para trazer, de jatinho, Dedé. Um beque de alto nível. E que pelo alto ou por baixo praticamente não perdeu duelos contra os atacantes palmeirenses. Assim como o experiente Léo.

E porque o nervosismo deu as caras de novo diante da adversidade aparente. Deyverson fez falta ontem. Interessante o argumento. Mas neste formato de jogo em que o Palmeiras depende das ações do centroavante para arrumar seus ataques, o pivô faz diferença. Borja prefere a bola mais à frente, para disputar. Como foi no lance aos 4. Isso desmontou um pouco do que gosta Felipão.

Ainda assim, Willian (pela direita) e Dudu (pela esquerda) tentaram, em jogadas individuais, quebrar a marcação que foi se encaixando e recuando no campo defensivo. No 2º tempo, eles inverteram de lado. E ganharam o suporte de Lucas Lima na criação junto com Moisés.

Chances claras de gol foram reduzidas. E Fábio, uma vez mais, mostrou seu nível. Pegou a pancada de Willian de fora da área. E fez um milagre absurdo em um toque para trás não menos estarrecedor de Egídio contra o patrimônio. Ele achou que estava no lado verde. O camisa 1 mostrou que não.

Só que até os monstros falham. E Fábio falhou feio no cruzamento bem feito na já lotérica pressão alviverde no final dos sete incríveis minutos de acréscimos da etapa final. Houve disputa pelo alto. Não houve falta de Edu Dracena sobre o goleiro, mesmo com o braço esticado. Lance confuso e legal.

Quem não foi legal foi novamente Wagner Reway. Arbitragem confusa, com inversões de falta e certo nervosismo. Apito afobado para marcar o que ele talvez tenha visto. E somente ele. Antes de a jogada ser concluída, com chute certeiro de Antônio Carlos. Por isso, o VAR não poderia ser acionado. Era lance capital se o juiz tivesse deixado rolar o lance que deveria ter sido valido, ainda que posteriormente pelo visto.

Erro que não justifica a partida abaixo do Palmeiras. Em um segundo tempo no qual Weverton praticamente não trabalhou diante de um Cruzeiro que se limitou a segurar o resultado. Especialmente depois da expulsão de Edílson em lance de bloqueio na entrada da área e da lesão de Arrascaeta, antes do intervalo. Bloqueios pelos lados com Bruno Silva sendo um segundo lateral pela direita.

Não tira o mérito da vitória Celeste. Uma vez mais, Mano Menezes leva a vantagem para o Mineirão. Não pode se dar ao luxo, de novo, de dar brechas como deu para Santos e Flamengo se quiser o bi da Copa do Brasil. Sobretudo diante de um Palmeiras que vai se ater à falha de arbitragem para reverter o cenário no próximo dia 26.

 

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