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Flamengo 0 x 0 Corinthians: Empate sem gols na semifinal de Beach Soccer

Corinthians Flamengo

 

É inacreditável e inaceitável como tem mais areia do que grama no estádio mais importante do futebol brasileiro. O Maracanã há tempos deixou de ter um gramado vistoso e à altura de sua envergadura. Não há como desassociar isso do clássico embora a partida entre Flamengo e Corinthians tenha sido morna a ponto de o foco estar sobre a condição satisfatória para a prática de Beach Soccer. Nem parece que era a ida da semifinal da Copa do Brasil.

O Clássico das Multidões sempre presume medidas exageradas. Números grandes. O alvinegro não sentiu vergonha em jogar simples e admitir que o momento não é dos melhores.

Uma trinca de volantes para povoar o centro do campo. Ralf, Gabriel e Douglas ganharam suporte de Romero e Clayson pelas bandas, em estratégia clara para conter um domínio natural de território do adversário.

O Mengo até exerceu uma marcação-pressão em 15 minutos. Colocou oito jogadores no campo ofensivo para evitar a saída de bola do rival, apesar de um aparente nervosismo no último passe.

Vitinho se mostrava boa opção aberto pela canhota. Arriscou em duas oportunidades de fora da área. Tentou quebrar a fortaleza e o cordão de isolamento armado à frente da área de Cássio, que só foi trabalhar com alguma relevância aos 31, em chute de Paquetá.

Pela falta de tempo no comando técnico, Jair Ventura fez o simples. Adiantou o seu jogador mais experiente para fazer uma sombra à frente. Jádson foi o jogador mais avançado em boa parte da primeira etapa, em um 4-1-4-1 que virou um 4-5-1 em uma parte considerável da peleja.

A partir dos 20, o Timão tentou fustigar. Chegou com muito perigo após passe errado de Paquetá em que Clayson bateu, na rede por fora. Foi menos do que o imaginado, até porque os laterais praticamente não se apresentaram para jogar.

E o Corinthians acabou se privando de atacar. Preferiu defender-se com todas as forças na etapa complementar. Neste contexto, boa atuação da dupla de zaga formada por Henrique e Léo Santos. Além de Cássio, seguro como sempre em meio às tentativas frustradas do Mengo de arriscar de fora.

As infiltrações não funcionaram. Também pelo fato de Lucas Paquetá não ter condição física para ir até o final. E pela partida pouco inspirada de Diego. Tanto que 30 bolas foram alçadas na área.

Barbieri trocou seis por meia dúzia ao colocar Ceifador na vaga de Uribe. Depois colocou Lincoln para fazer dupla na área. Em partes porque o Flamengo sofre para fazer o centroavante finalizar certo. Ou até finalizar. Soma-se a isso a forma como o volume de jogo não se transforma em oportunidades de gol.

O jogo segue vivo para Itaquera. Melhor para o Timão, que conseguiu se segurar e segurar o Mengo.

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