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Palmeiras 1 x 0 Corinthians: Domínio alviverde com xeque-mate de Deyverson

Corinthians Futebol Palmeiras

 

Não foi um jogo de xadrez no Allianz Parque. Houve uma superioridade tática, técnica, física e anímica de um Palmeiras alternativo dominante sobre um Corinthians, prostrado como há tempos não se via em um dérbi. O gol foi do melhor jogador em campo. Deyverson, a despeito de toda a confusão que causa por ser muito sanguíneo mostrou seu valor, com um gol digno de centroavante.

Tudo o que se prega de um dérbi centenário não existiu em boa parte da patética primeira metade de jogo. Por fragilidade e um momento não muito favorável, o alvinegro se fechou no 4-2-3-1. Jádson, aos 3 minutos, arriscou a única bola no ataque corintiano.

Se limitou a marcar com dois volantes de maior contenção por dentro. Douglas, parceiro de Ralf, bobeou aos 36 minutos. Em bola desarmada e posteriormente finalizada por Deyverson. Com algum perigo.

Jair Ventura, em sua estreia, não promoveu mudanças drásticas no time. Nem daria com apenas dois treinamentos desde sua chegada. Nem pela motivação deu certo. Partida desastrosa, sobretudo no ataque. Nenhum chute a gol. Jádson ofuscado na função de 10. E os lados sem oferecer grandes alternativas.

Naquilo que se propôs a fazer, o centroavante palmeirense foi o melhor do 1ºT. Finalizou duas vezes. Brigou por cima e por baixo. Não desistiu. E foi bem procurado.

Também porque o Palmeiras, com oito reservas, não soube o que fazer com os 60% de posse. Dudu ficou escondido pela canhota. Hyoran foi menos móvel que o necessário do outro lado. Criatividade que não se viu em Lucas Lima, muito pilhado e amarelado por tentar cavar um pênalti bisonhamente. Faltou muita bola.

No segundo tempo, Felipão desatou o nó que havia no meio-campo. Tirou um de seus cães de guarda. Thiago Santos, não por estar mal. Mas por precisar dar maior fluidez com Moisés no centro. Voilà. O Palmeiras subiu de rendimento. Melhorou a postura.

Chutou 12 vezes. Acertou quatro vezes o alvo. Encurralou o rival com Dudu mais ligado pela banda esquerda em cima de Gabriel, que precisou entrar depois de Mantuan sentir desconforto.

Confortável mesmo avançou Marcos Rocha pela direita, aos 11. Sem ser vigiado ou acoçado por Pedrinho. Deu um passe queimando a grama. Perfeito. Léo Santos tentou dar o bote, e não achou. Deyverson, matreiro, deu um tapa de canhota para abrir o placar. 1 a 0.

Fácil como a pancada do próprio Dudu, aos 27, acertou no travessão de Cássio. Um domínio gritante. De um time que desarmou mais que o dobro em relação a seu rival mesmo com posse de bola maior. Que, por características, explorou o jogo aéreo com força. E que não teve Weverton incomodado.

O Palmeiras encorpou. Está a três pontos dos líderes Internacional e São Paulo, separados por um gol de saldo. O Corinthians, ao contrário. Mostrou a seu novo técnico que terá muito trabalho a fazer.

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