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Flamengo 0 x 2 Cruzeiro: Precisão Celeste encaminha vaga nas quartas da Liberta

Cruzeiro Futebol

Um time consistente, pragmático e organizado para negar espaços em pleno Maracanã. Uma partida de alto nível do Cruzeiro, que nas mãos de Mano Menezes sabe aproveitar os menores vacilos. Placar de 2 a 0 sobre um Flamengo impreciso e novamente vulnerável em jogos grandes. Vaga muito bem encaminhada para o jogo da volta no Mineirão.

Sabidamente, a Raposa daria a bola ao Mengo para ser o time da reação. Foi assim, com 38% de posse nos 90 minutos. E seria ainda mais quando Robinho deu um passe milimétrico para Arrascaeta entrar, no limite, e tocar na saída do goleiro. Com nove minutos de jogo.

Depois, duas linhas de quatro compactas e muito firmes. Com Robinho e Arrascaeta pelos flancos e Thiago Neves e Barcos encurtando espaços, já no campo de defesa. Conceito defensivo bem apurado.

O Flamengo não soube lidar com uma desvantagem tão rápida. Sem o seu melhor jogador na temporada, Lucas Paquetá, suspenso. João Lucas foi para a partida e parece ter sentido o peso de um duelo duro. Assim como Marlos Moreno, que preteriu a Vitinho na ponta esquerda do 4-1-4-1 de Mauricio Barbieri.

Um time que não via alternativas melhores que cruzar a bola na área com dois paredões como Léo e, principalmente, Dedé. Firmes na bateria antiaérea, rebatendo boa parte dos 36 cruzamentos tentados. Por cima ou por baixo. Negando um time que trocou muitos passes, poucos buscando o fundo do campo.

A crítica ao time em jogos grandes não é de hoje. Talvez a única exceção tenha sido contra o Grêmio, no segundo tempo de imposição e a conquista de empate nos minutos finais.

Novamente a figura de Diego esteve no centro das atenções, por ser mais um líder de cruzamentos do que o articulador que se espera. Sobretudo por ser o único jogador com competência por dentro. Dez cruzamentos, dos quais nove foram frustrados.

Dos 12 chutes na meta, cinco foram para o gol. Mas Fábio trabalhou, com dificuldade, em apenas duas delas. Na finalização cruzada de Rodinei (no final do primeiro tempo) e no cabeceio de Uribe, aos 3 do 2ºT. Pouco para quem gosta de ter o controle e de criar chances a partir da posse. O meio acabou sendo um fim.

A qualidade de Thiago Neves apareceu para colocar um ponto decisivo na partida. Quiçá no confronto. Se faltou capricho para o camisa 30 apenas aparar o passe com a cabeça, a dois metros do gol na primeira parte. Sobrou oportunismo para se posicionar atrás de Cuéllar e em meio à zaga Rubro-Negra, aos 32, para deslocar Diego Alves. 2 a 0.

Jogador de partida enorme. Que não atravessava boa fase até ontem. E fez a alegria do torcedor Celeste, cujo ânimo é gigante depois da vitória imponente no Maior do Mundo.

Difícil tirar dois gols de vantagem, na casa do adversário, quando Mano Menezes está no banco de reservas. E quando o time está mais alinhado com o que pede o técnico.

O placar poderia ser mais elástico, a partir das modificações feitas pelo próprio Mano. Como a entrada de Raniel na vaga de Barcos. E a de Rafinha na de Robinho. Cada um teve uma bola, nos acréscimos, para terminar de vez com o duelo. Um domínio de encher os olhos.

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