PUBLICIDADE

Colo-Colo 1 x 0 Corinthians: Cássio evita desastre maior aos pés da Cordilheira

Corinthians

Em uma noite em que Cássio estava inspirado, o Colo-Colo só conseguiu vencer o Corinthians por 1 a 0, no Monumental David Arellano. O goleiro só foi vencido em um rebote, no qual poderia ter rebatido melhor e estava no chão, sem oportunidade de somar mais uma defesa às outras seis que distribuiu ao longo dos 90 minutos.

Certamente, se o alvinegro tem condições de avançar, no dia 29 de agosto, tem de agradecer ao seu camisa 12. Evitou uma catástrofe.

O professor Héctor Tapia, que chegou ao Cacique em abril, decidiu povoar o meio-campo em função das transições defensivas comprometidas pelo excessivo números de veteranos no time. Sete dos titulares têm mais de 30 anos.

Também por isso se explica o ritmo mais cadenciado adotado pelos chilenos, mesmo jogando em casa.

Três zagueiros para fechar a área e quatro jogadores na meiúca para dar liberdade a Valdívia, no 3-4-1-2. El Mago foi o regente dos bons tempos de Palmeiras.

Segurou a bola. Esperou a aproximação dos companheiros. Caiu pelos dois lados, especialmente o esquerdo próximo a Damian Pérez.

Mas, aos 37, Valdivia passeou com liberdade pelo meio e abriu um bolão na ponta direita. Opazo foi ao fundo e cruzou. Barrios, de frente, bateu. Cássio rebateu sem se atentar à chegada de Carmona.

O chute do camisa 8 morreu no canto direito. E fez nascer a chama no coração dos mais de 40 mil torcedores presentes no estádio. 1 a 0.

O jogo ganhou contornos sul-americanos. Mais pegado. Com divididas ríspidas. Pesadas. Quase descambando para a violência se é que isso não aconteceu de fato.

O que não dá o direito a Gabriel entrar como entrou em Carmona e dar um pontapé na possibilidade corintiana de buscar o empate. Expulso, o camisa 5 entregou aos chilenos a chave da vitória.

Que só foi magra porque Cássio interveio com três defesaças na etapa complementar. A melhor delas, aquela que vale enquadrar, foi na finalização cara a cara de Barrios, aos 42. Um milagre, com cinco metros de distância no máximo.

Pedrinho foi adiantado para ser o nove no 4-4-1 que Loss redesenhou. Depois, Sheik. Faltou desempenho, antes da expulsão. Sobrou sorte depois dela.

Já na primeira etapa, o time não conseguia reter a bola no ataque. Romero, de nove, foi presa fácil para a trinca Zaldívia, Barroso e Insaurralde, que até se aventurou mais à frente.

O time, que vinha em ascensão no pós-Copa, volta duas casas no que se refere à produção. Ou a falta dela. Porque se Cássio fosse do nível do time, a vaga já não seria factível.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
© PRORROGAÇÃO 2018 | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS