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Estudiantes 2 x 1 Grêmio: Pinchas saem na frente

Futebol Grêmio Libertadores da América

No Centenário de Quilmes, o Estudiantes aproveitou um primeiro tempo abaixo do esperado do defensor do título da Libertadores para largar na frente, nas oitavas de final. Vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio, em apresentação ao melhor estilo batalhador e aguerrido do país banhado pelo Rio da Prata.

O favoritismo destacado no papel não se confirmou no acanhado palco da partida. Explica-se pela rivalidade entre brasileiros e argentinos. E pela máxima inquebrantável do futebol.

André teve, em seu pé direito, uma chance clara e manifesta de gol para balançar a rede, após passe primoroso de uns 45 metros de Maicon. E vacilo colossal de Campi. O chute saiu à direita.

Quem não faz… Tomou. Um minuto depois. Briga intensa pela bola, na lateral direita do campo gremista. Pancho Apaolaza recebeu na meia esquerda e não se privou de chutar. Mandou um balaço, na gaveta de Grohe – adiantado. 1 a 0 aos 8.

Leandro Benítez, campeão da Liberta-09 como um dos meio-campistas do time Platense, é o técnico. Assinou contrato em meio à intertemporada com Juan Sebástian Verón, líder daquele time e capitão do atual. Contextualizações para explicar que os Pincharratas foram à campo com insígnia. Disposição. Intensidade para ser contemporâneo.

Gomez à frente da área, iniciando o perde-pressiona utilizado como estratégia. Em um segundo momento, o 4-1-4-1 do Estudiantes se postava diante da própria área para poder acelerar. Seja a partir de um passe longo. Ou por baixo, geralmente com Lucas Rodríguez pela meia esquerda.

Enquanto isso, troca de passes desritmada e ineficiente do Grêmio. É estilo, mas precisa de celeridade. O time sofre para combater, quando preciso, com Cícero e Maicon, mais técnicos que rápidos. O capitão gaúcho poderia, inclusive, ter complicado a equipe ao tentar pegar a bola de Zuqui, na marra.

Sorte que o juiz é experiente. Andrés Cunha os amarelou. Não teve que apitar a histórica Batalha de La Plata, de 1983, na qual quatro jogadores do Estudiantes foram expulsos no mesmo jogo contra o Grêmio. Mas teve um jogo encardido para conduzir.

Os argentinos tiveram um momento de tentar cavar penalidades, rapidamente refutadas pelo árbitro uruguaio. Embora, aos 36, Geromel tenha esticado mais o braço que o necessário e empurrado a bola a corner, em lance que até a geração argentina perdeu.

No lance seguinte, quem não perdeu foi Campi. O blogueiro alertou, no post de mais cedo, que a bola parada é um dos pontos fortes do time. E altos, com o 1,93m do defensor que dobrou a vantagem no placar.

Ao Tricolor dos Pampas estava faltando uma injeção de ânimo. Um motivo para trazê-lo de volta ao páreo. Nada mais justo que um hermano de Concepción del Uruguai para isso. Vai entender um nome desse para uma cidade da Argentina. Vai compreender como o beque ficou sozinho, no rebote de uma defesaça parcial de Andújar, em cabeceio de André. Desconto importante. 2 a 1.

Mais que o gol. Kannemann celebrou com muito afinco. Quis mostrar que seu time estava em campo no grito. Libertadores presume imposição física em detrimento da técnica, em alguns momentos.

O desempenho até o intervalo não pode ser repetido na temporada. Pouco produtivo. E menos competitivo em muito tempo no lado dos Pampas.

A etapa final foi mais arrastada. Mais cadenciada. Com a vantagem, o Estudiantes dosou forças e ritmo. Preferiu marcar mais atrás. E depois dos 30, assumiu ainda mais essa postura, com a expulsão infantil de Zuqui.

O Tricolor gaúcho buscava via controle de posse e de ritmo envolver o adversário. Ganhou em profundidade com a boa entrada de Jael, que causou uma pane na defesa Pincha.

Talvez tenha faltado a chance de empatar. Principalmente porque Luan foi ofuscado por uma boa marcação em seu setor de atuação. Mas o Grêmio segue vivo em busca do tetra, pois depende de uma vitória mínima para avançar.

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