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São Paulo 2 x 1 Vasco da Gama: Liderança ao melhor estilo uruguaio

Futebol São Paulo Vasco

O São Paulo contou com a bola aérea para suprir a falta de repertório e vencer, com muita dificuldades, o Vasco da Gama por 2 a 1. Os 53 mil torcedores que lotaram o Morumbi celebraram os três pontos que levam o time à liderança, não a atuação.

A grande dúvida que pairava sobre o jogo era como o Tricolor encontraria formas de fustigar a pior defesa entre os times da Série A no ano.

A resposta veio a um minuto. O lépido Éverton fez a inversão de bola da esquerda para a direita. Militão, em sua despedida, cruzou por baixo. E Joao Rojas, como nove, dividiu com a zaga e empurrou na rede.

Gol que poluiu a análise, porque tirou o ingrediente principal da receita. Com a vantagem adquirida tão rapidamente, o Tricolor pôde fazer o que sabe. Se fechar e dar a bola a um adversário cujas ferramentas não funcionaram bem na primeira etapa bem morna.

O Cruz-Maltino geralmente é Yago Pikachu e mais dez. Não à toa, ele esteve em campo nos 1305 minutos do time na competição. Ele tem a liberdade para buscar o jogo que foi lento e pouco intenso por parte do time carioca.

Giovanni Augusto e Thiago Galhardo, contudo, foram opacos e discretos. Assim como Andrés Rios. Este mal foi ouvido na transmissão que o blogueiro fez, na Rádio Prado.

O jogo era bem fraco. Modesto. Arrastado. Também por isso, o Vasco cresceu na etapa complementar por mudar de postura. Ser mais envolvente no setor de meio-campo, sempre arriscando de fora da área, com Andrey e de Giovanni Augusto.

Interessante que foi na associação que o Cruz-Maltino se encontrou. E encontrou o caminho das pedras, no espaço que havia entre Bruno Alves e Reinaldo. Yago Pikachu, artilheiro que tem sido, tocou na saída de Sidão. Empate justo.

Na volta do pós-Copa, o São Paulo não vinha sofrendo gols assim. Vacilou. E trouxe de volta à mesa a reflexão inicial. Como chegar à área rival nas trocas de passes em um dia que Diego Souza e Nenê não estavam bem tecnicamente.

Aguirre preferiu, em detrimento de trabalhar a bola, alçá-la na área. Foram 30 cruzamentos. Com dois postes na área: Trellez e Gonzalo Carneiro. Mais uruguaio que isso, impossível.

E foi na disposição de Éverton para buscar a bola lançada no fundo. E roubá-la de Luiz Gustavo. O cruzamento foi milimétrico na cabeça de Tréllez. Desvio não muito firme. O suficiente para encobrir Martín Silva. 2 a 1.

Qualidade abaixo do esperado. Mas a sorte está sorrindo e muito para o Tricolor. Que na temporada passada cansava de perder pontos em jogos que dominava. E que agora vence sem merecer. Ou pelo menos sem fazer muito para tal.

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