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O que significa ser líder do Brasileirão para o torcedor são-paulino?

Futebol São Paulo

O São Paulo assumiu a liderança do Brasileirão após bater o Vasco, por 2 a 1, ontem no Morumbi. Não o fazia desde junho de 2015. Dali em diante, a diretoria fez questão de desmanchar o time no meio do ano e aplacar qualquer chance da equipe em almejar algo maior que terminaria o 4º lugar do BR, 19 pontos atrás do então campeão Corinthians.

O sentimento da torcida é o de poder enxergar no seu time a possibilidade de buscar um título que não vem há dez anos exatamente. No então tricampeonato, no ano em que ninguém apostava na remontada de um time que ficou 11 pontos atrás do Grêmio, na primeira rodada do returno do BR-2008. No gol impedido de Perea, no histórico Olímpico. No confronto direto que parecia ser o fim para o São Paulo.

E acabou sendo o começo da saga de uma equipe que ficou invicta nos 18 jogos seguintes para ser hexa, na região do Gama, no 1 a 0 contra o Goiás, com gol do Humberlito. Digo, do Borges. Com passe do Hugo. Com três pontos a mais que o Tricolor dos Pampas. Após o dilúvio que caiu sobre a capital federal para anunciar que o campeão tinha três cores, em sete de dezembro daquele ano.

Lógico que ninguém é campeão de um campeonato tão competitivo como o brasileiro em agosto. Sendo um time que não inspira como o Flamengo, superado por um ponto neste fim de semana. Mas que transpira e vende caro qualquer resultado. E vai buscá-lo na raça e no empenho, mesmo sendo na base da bola cruzada na área rival. De forma rústica como a de ontem.

Diego Aguirre é o responsável por resgatar o ânimo da torcida são-paulina. (Foto: Sergio Biraghi/Gazeta Press)

O desempenho tem de melhorar. Diagnóstico explícito. Não ceder pontos a rivais da parte de baixo da tabela como indica a tabela nas próximas quatro rodadas é fundamental. E para isso o poder de envolver os adversários que virão atrás da linha da bola como Sport, Chapecoense, Ceará e Paraná.

Animicamente o time tem sido mais forte que o do ano passado. É difícil comprovar com explicações mais fundamentadas. Mas é factível. Só foi sair do sufoco e tirar o fantasma do rebaixamento dos ombros e da cabeça, na antepenúltima rodada, em um empate bem sofrível contra o Botafogo. Sem gols.

Empates contra Atlético Goianiense e Ponte Preta. Derrotas para Coritiba e Bahia. Imperdoáveis àquela altura, na briga contra o rebaixamento. Pontos que escaparam da forma como escapam para os times que estão em uma maré ruim. Com o azar acompanhando.

Este ano, em contrapartida, com vitórias diante de Flamengo e Vasco que poderiam facilmente terminar com o placar diferente. Empenho que faz a torcida voltar a se animar.

Especialmente por este time reunir características semelhantes às que o time de Muricy tinha, no tricampeonato.

Até aqui, o time de Aguirre sofreu 15 gols – menos que nos anos de 2006 (19) e de 2008 (17). Também venceu dez jogos (como em 2006 e em 2007). E tem menos derrotas, passados 17 jogos, que nas três campanhas.

Isso não define título. Nem que o São Paulo vai ficar com ele, em dezembro. Mas o moral e o respaldo hoje, em 6 de agosto, traz um sentimento de que o time vai brigar demais por ele até o fim. Isso já é muita coisa.

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