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Opinião: O “imediatismo” do futebol brasileiro ataca novamente

Futebol Palmeiras

Nesta quarta-feira (24) mais um técnico sofreu com a sina do “imediatismo” do futebol brasileiro; dessa vez a vítima foi Roger Machado. Após a derrota sofrida diante do Fluminense, a diretoria palmeirense informou a demissão do técnico ainda na madrugada.

No inicio da semana, o Santos já havia demitido Jair Ventura. Ambos os técnicos sofriam pressões absurdas de suas torcidas; Roger Machado recebia uma pressão ainda maior por conta do alto investimento do alviverde. Após 44 jogos no comando do Palmeiras, e a promessa de blindagem da diretoria palmeirense, o técnico deixou o cargo.

Desde a era “rica” do Palmeiras, já passaram Eduardo Baptista, Cuca, Alberto Valentim e agora Roger Machado. Ambos sofreram uma pressão absurda da torcida alviverde, que alegava falta de produção e sem padrão de jogo; além disso, todos os técnicos sofriam com o questionamento sobre as alterações durante os jogos.

Um problema no Palmeiras, é que alguns jogadores não renderam ou deixaram de render durante a temporada com todos esses técnicos, e com Roger Machado não foi diferente; Dudu que estava jogando muito bem, caiu de rendimento e foi até questionado sobre a titularidade, Felipe Melo começou muito bem o ano mostrando um poder de marcação altíssimo e um passe muito apurado, porém caiu de rendimento drasticamente; entre outros jogadores que lampejam bons momentos, como Lucas Lima, Scarpa e Diogo Barbosa.

Com todos esses problemas, Roger Machado conseguiu ter a melhor campanha na fase de grupos da Libertadores, um vice-campeonato paulista, e deixou o time dentro do G6 no Brasileirão. Roger Machado tem sim a sua parcela de culpa, mas mandando ele embora não será a solução do problema. A diretoria do Palmeiras foi covarde, afinal, no início da semana o técnico estava blindado e não corria risco de ser deixar o cargo; algumas horas depois, o técnico perde uma partida e deixa o comando do Palmeiras. Para bom entendedor, não havia blindagem no cargo de Roger Machado.

O Palmeiras pecou em demitir Roger Machado, pois se fosse para trocar de técnico, que trocasse durante a pausa da Copa, assim o novo técnico teria tempo suficiente para conhecer a equipe e deixar ela melhor preparada para o restante da temporada. O trabalho do novo técnico não será fácil, afinal terá que montar uma equipe dentro do seu estilo com várias competições ao mesmo tempo. Como diz um antigo ditado, “não se troca o pneu do carro em movimento” e isso irá acontecer no Palmeiras.

Um resumo do que aconteceu com o Santos e Palmeiras, é que os diretores dos clubes resolveram em 40 dias que os seus técnicos não serviam para suas equipes. Palmeiras e Santos começam um trabalho do zero, e com competições em andamento.

Por: Elcio Gutierres

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