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Pré-jogo: Real Madrid x Liverpool – A quebra do jejum

Europa Futebol Internacional Liverpool Real Madrid

Por: Fábio Dias

A capital do futebol neste sábado, a partir das 15h45, será Kiev, na Ucrânia. No Estádio Olímpico, Real Madrid e Liverpool disputam a final da Liga dos Campeões em busca do prêmio mais cobiçado da Europa na temporada: a orelhuda.

Time tarimbado a jogos dessa grandeza, o esquadrão merengue busca, pela segunda vez na história, um tricampeonato consecutivo – emendou cinco conquistas de 1956 a 1960. O mais surpreendente é que seria nas mãos do mesmo técnico: Zinedine Zidane.

Estrategista, Zizou tem dado as cartas e os comandos em duas temporadas e meia, reinventando a equipe, que, apesar do desempenho por vezes abaixo do esperado em 2017-18, empilhou PSG, Juventus e Bayern de Munique, na sequência para chegar à terceira decisão da Champions de maneira ininterrupta.

Oscilações normais em um ambiente cuja cobrança para vencer é muito alta. Sobretudo em uma temporada na qual o Barcelona não deixou o Espanhol entrar em disputa. O que parecia terra arrasada em dezembro, na derrota para o maior rival, no Santiago Bernabéu, virou foco total em uma competição na qual o time é especialista.

No entanto, do outro lado, o finalista também é gigante. A camisa inglesa mais vitoriosa a nível continental. O Liverpool, dono de cinco taças da Liga dos Campeões, ausente da decisão desde Atenas-07. E sem o sabor do título desde o Milagre de Istambul, que merecia letras em caixa alta tal o nível daquela façanha, em 2005.

Feito carregado de energia como a depositada por Jürgen Klopp no elenco dos Reds. Que fez do mata-mata um renascimento no cenário europeu ao desbancar Porto, Roma e, principalmente, Manchester City – com duas vitórias categóricas.

Perder Coutinho na virada do ano deixou o simpático técnico alemão a caráter para executar o que melhor sabe fazer: promover o caos em campo. Isto é, intensidade a mil no seu trio de ataque, a fim de infernizar a defesa adversária.

Na verdade, em entrevista ao Daily Mirror, Klopp disse que montou seu ataque para suprir a saída do meia ao Barça.

Duas marcas que embelezam um jogo que nem precisaria de maiores adornos tal o nível a ser apresentado.

O trio ofensivo mais prolífico da história da Champions League está confirmado: Mané, Firmino e Salah, donos de 29 gols em 12 jogos. Jogadores que se completam nas características.

O senegalês é veloz assim como é o talentoso egípcio, que descobriu uma aptidão gigante para marcar gols e entrou para a história também da Premier League, ao anotar 32 vezes. Tudo isso com o suporte de Firmino, para quem se voltam os olhos do sistema ofensivo e bastante coletivo dos Reds.

Tanta volúpia, porém, pode não funcionar contra um traiçoeiro Madrid. Que parece não engrenar e chega. Que parece desligado como fora diante da Juve, no Bernabéu, e ascende no talento de Cristiano Ronaldo, artilheiro com 15. Ou na intensidade dos garotos Asensio e Vázquez. E no poder de jogar no ataque de Marcelo.

É preciso registrar que, no lado do camisa 12, está um dos segredos do jogo. Ele é uma das forças ofensivas do Madrid. Às costas do lateral brasileiro, Salah ama fazer diagonais. Ao equacionar essa questão, possivelmente uma parte do jogo estará desenvolvida.

Bem como a forma que o Liverpool vai evitar com as subidas de Marcelo no setor de Alexander-Arnold e Lovren, o mais frágil dos Reds.

Há muitas questões a serem resolvidas. E que serão contadas na 63ª edição da final do maior campeonato de clubes do mundo.

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