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Iniesta foi 10 com a camisa 8 às costas

Barcelona Futebol Futebol Internacional

Por: Fábio Dias
 
Andrés Iniesta. Um dos símbolos do maior time que este blogueiro viu jogar. É genial com a bola nos pés. Pensa e pratica o futebol como uma orquestra sinfônica, da qual ele era o maestro.
 
Dezesseis temporadas de Barcelona até dizer um até logo em 27 de abril  e entrar em campo contra o Deportivo, em La Coruña, para conquistar mais um título espanhol, o nono desde que chegou aos 12 anos de idade. Sai de cena rumo à China por “não poder dar o melhor” ao time em que é recordista de títulos com 32 conquistas.
 
O eterno meia blaugrana foi autor do gol mais importante da Fúria, na final de 2010, no Soccer City. Aos 11 minutos da prorrogação. Para fazer da Espanha o 8º país Campeão do Mundo. Um seleto grupo. Como é seleto seu status de unanimidade. Ele que se acostumou, desde aquele gol histórico, a receber um misto de aplausos e reverência nos quatro cantos da nação dividida por questões culturais e separatistas.
 
Iniesta comandava o time e a bola com a tranquilidade de quem nasceu em Castilla La Mancha, terra de Dom Quixote, e cresceu em La Masia para se tornar um dos maiores jogadores do Barcelona em todos os tempos. Top-10 certamente.
 
Simplesmente, o jogador que fez Guardiola, outro gênio, mudar sua forma de ver o futebol por vê-lo atuar. Controlar. Encontrar espaços onde não existiam. Ou existiam para quem tinha uma visão macro da situação.
 
Sua despedida do time pelo qual fez mágica veio em um momento em que o físico não ajudava quem sempre pensou à frente dos demais. De quem, ao invés de agitar na seleção polarizada por catalães e madridistas, preferia o diálogo. E dialogava com Xavi como amigo de infância no meio-campo. Uma sintonia tal que os dois trocaram os números em 2010, no Mundial. Iniesta foi o 6 que Xavi usava no Barça. Xavi era o 8 que brilhava no time culé. Inseparáveis. Inclusive na história.
 
Embora o perfil de Iniesta fosse mais agudo. De chegar na área e finalizar. De driblar e encantar. Decisivo como poucos meias. Infinito como o número 8.
 
Humilde a ponto de lembrar de seu ex-arquirrival em campo, no momento do gol mais importante de sua vida. Dani Jarque, capitão do Espanyol, rival local do Barça, morto por problemas cardíacos em 2009. E que seria lembrado no peito de Iniesta, na camisa que estava preparada para ser mostrada ao mundo como fora, com o título.
 
Não é exagero colocá-lo no topo dos jogadores espanhóis em todos os tempos. Afinal, foi dele o gol que tirou a fama da Espanha de amarelar em Copas para fazer o vermelho reinar. No período que intercalou duas Eurocopas. Entrou para a história. E pode ajudar a Fúria a ser bicampeã, na Rússia.
 
A despedida de Iniesta do Barcelona é momentânea. Sua idolatria vai permiti-lo voltar em qualquer outra função em um futuro próximo. E suas jogadas estarão no coração de todos os torcedores. Sejam eles blaugranas, catalães ou espanhóis.
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