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Da Vila Cisper para o mundo! Conheça a história do ítalo-brasileiro Mauricio Paschoal

Futsal Itália

O sonho de todo jogador de futebol, é ter uma carreira consagrada e com o reconhecimento de todos. Muitos conseguem o reconhecimento dentro do seu próprio país, outros recorrem à algum outro país. Quando você busca uma oportunidade fora do país, as dificuldades aumentam; não foi diferente com Mauricio Paschoal, 23 anos, ala/pivô no futsal italiano. Atualmente no Futsal Cobà, o ítalo-brasileiro brasileiro bateu um papo com nosso repórter Renan Rosal, e contou alguns detalhes da carreira, seus sonhos e as dificuldades de atuar fora de seus país.

RR: Maurício, como e onde foi o seu início no Futsal?

MP: Para mim o futsal começou aos 14 anos, onde fiz treinos no time do CÉU Quinta do Sol (Vila Cisper) ali sim, começou tudo; não conhecia esse esporte que hoje faço como profissão, querendo ou não antes disso jogava campo e todos sabem que é um esporte totalmente diferente. Tive a paciência e a ajuda do professor Elton que me ensinou os movimentos do futsal e as bases principais como o controle com a sola do pé.

RR: Depois disso qual foi seu primeiro clube ?

MP: Aos 15 anos fui federado pela primeira vez no clube AABB que atuei por uma temporada.

RR: Quando você saiu da AABB, você jogou por qual time até chegar no Futsal Cobà (Itália)?

MP: Depois da AABB, tive uma passagem ainda no Brasil por meia temporada no São Paulo e meia temporada no Juventus, a partir disso comecei a correr atrás dos meus documentos para tirar a cidadania italiana para poder jogar aqui no futsal italiano. Meu primeiro clube foi o Aosta Calcio A5 onde joguei por 2 anos jogando sub 18, sub 21 e principal na segunda divisão. Fui vendido ao Carlisport Cogianco, onde joguei por favor uma temporada no sub 21 e na categoria principal na primeira divisão. Novamente fii vendido para o time atual do meu passe real DEM, onde joguei uma temporada na categoria principal pela segunda divisão, e hoje estou no Futsal Cobà atuando na categoria principal pela terceira divisão. Também tive seis convocações para a seleção italiana sub 21.

RR: E qual foi maior dificuldade que você passou na sua carreira?

MP: Bom, a maior dificuldade com certeza é estar longe da família, e de quem eu amo; mas com o tempo fica menos difícil querendo ou não já são cinco anos que estou morando fora do Brasil.

RR: Qual seu maior sonho no futsal?

MP: Ser reconhecido pelo meu trabalho, e que o futsal possa me ensinar mais ainda.

RR: Na Itália, a temporada está chegando ao seu final. E sabemos que você está na final da terceira divisão, e ganharam a primeira partida. Caso o título e o acesso venham, será a maior conquista da sua carreira até então?

MP: Ao meu ponto de vista sim, apesar de ser terceira divisão é um campeonato muito disputado.

RR: Maurício, qual a grande diferença que você vê entre o futsal brasileiro e o italiano?

MP: Acredito que no Brasil seja um futsal mais tático, querendo ou não aqui na Itália tem muitos brasileiros mas se torna um jogo mais físico.

RR: Você disse que já jogou na seleção italiana sub 21, você gostaria de jogar pela seleção principal? Ou você quer mesmo jogar na seleção brasileira?

MP: Gostaria de jogar na seleção principal italiana; aqui estou fazendo minha vida, foi na Itália que tive mais oportunidades.

RR: Você tem vontade, de jogar em algum time da liga nacional, ou até algum time de maior expressão italiana?

MP: Espero renovar o contrato com o meu time atual, e tentar subir de divisão novamente na temporada que vem, e assim chegar a elite italiana.

RR: Qual foi o maior jogador que você teve o prazer de atuar junto? E qual foi o jogador mais difícil que você jogou contra?

MP: No ano em que eu joguei na Carlisport Cogianco, o pivo era Waltinho (Walter Fernandes) hoje atuando no Nagoya Oceans, do Japão, tive o prazer de jogar com uma lenda do futsal. Agora para saber um jogador que joguei contra é difícil, mas acho foi o Rescia, ala da seleção Argentina e atuando no Pescara.

RR: Maurício, como é de praxe aqui no Prorrogação, sempre pedimos para os entrevistados deixarem um recado para o pessoal que ainda está buscando um espaço no mundo do futsal. Qual recado você quer deixar para quem tá chegando?

MP: Jamais desistir do seu sonho, e é assim que tem que ser. Tem um sonho? Bora correr atrás, dê o seu melhor, não deixe que ninguém te coloque para baixo.

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