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Cruzeiro 7 x 0 Universidad de Chile: Goleada para desencantar na Libertadores

Libertadores da América

Por: Fábio Dias

No Mineirão, o Cruzeiro libertou qualquer mau olhado que poderia existir na atual edição da Copa Libertadores. Uma goleada por 7 a 0 sobre a Universidad de Chile, para desfrutar da primeira vitória na competição, além de chegar ao segundo lugar na chave 5, com 5 pontos.
 
Eletricidade elevada à máxima potência do Cruzeiro, cuja disposição de fazer o resultado foi apresentada nos segundos iniciais do jogo. Em polo reverso, os chilenos queriam esfriar a torcida e o ritmo.
 
A falta sofrida por Thiago Neves, na entrada da área, abriria o caminho do sucesso à Raposa. Um sniper na cobrança. Um tiro perfeito para não só encobrir a barreira como paralisar o goleiro adversário. Um primor de finalização. Um golaço. 1 a 0.
 
A campanha um tanto acidentada do gigante de BH é explicada quando se verifica que este foi o primeiro gol do time em quatro jogos. O ataque devia. A produção de gols estava escassa. Por isso, a fome não cessou.
 
Mano deu vigor físico com Rafinha pela direita, na trinca de meias, na vaga de um Robinho mais cadenciador. E deu qualidade com Arrascaeta pela canhota. Time ligado. Ligadaço. Todas essas impressões antes dos 10 minutos.
 
Nota dez mesmo seria o passe perfeito, novamente como um atirador de elite, de TN. O meia fez Sassá, impedido, invadir a área e tocar por cobertura. Rafinha, na segunda trave, ampliaria o marcador. 2 a 0.
 
La U não se desfez de seu estilo de jogar. Apostou em bolas longas para os alas se projetarem, numa espécie de 3-1-4-2. Matías Rodriguez pelo alto à direita para escorar os chutões de trás, uma vez que Pizarro, o homem da saída qualificada, estava bem vigiado.
 
O baixinho e talentoso Soteldo, de 1.60m, era a flecha do time. Todas as saídas rápidas dos chilenos foram com ele. Lépido, porém, frágil em relação à zaga Celeste, sobretudo Dedé que antecipou todas em seu setor. Criou algum furor quando se associou a Beausejour, ala forte fisicamente, na canhota.
 
A Raposa se encolheu. Queria atrair o rival. Era um mote. Uma emboscada armada por Mano Menezes. Abrir logo vantagem e especular, com técnica e intensidade, nas escapadas pelos lados.
 
Aos 41, a jogada que simbolizou este pensamento. Troca de passes iniciada no campo defensivo. De pé em pé. Até Arrascaeta tabelar com Thiago, tirar a bola de Vilches antes de levar o bote atrasado. Pênalti. E gol de Sassá, com paradinha que desestabilizou Johnny Herrera. 3 a 0.
 
Vilches, aliás, de tão desnorteado, minutos depois seria expulso por puxar, novamente, Arrascaeta. Num contra-ataque que seria armado em seu setor. Etapa consciente e de controle da Raposa, atenta aos detalhes. Focada em criar saldo e roubar a galinha dos ovos de ouro dos chilenos: o segundo lugar do grupo.
 
O uruguaio estava endiabrado. Arrascaeta provocou a expulsão de outro defensor chileno: Echeverría. O que era domínio virou baile. Com dois a menos, La U não soube se compactar. A ausência de Guillermo Hoyos, técnico do time, no banco de reservas, a orientação de fechar a casa não veio. Ou parece que, se veio, não funcionou.
 
O motor do Cruzeiro não desligou. Edílson deu opção pela meia direita, aos 7, e assistiu, com perfeição, ao cara do jogo. Arrascaeta, com classe, deu um tapa na bola. 4 a 0.
 
Os espaços se avolumaram no campo ofensivo da Raposa. Um caos. O desgaste chileno deu margem para a Raposa seguir no ataque. E abrir a mão com o belo gol de Sassá. Passe de Egídio, de ótima partida pela lateral esquerda.
 
A troca de passes e o balanço de um lado para outro de modo a esgarçar a já desfigurada defesa adversária continuou. Vitória segura. Com tudo dando certo. Com estrela. Cinco estrelas, que compõem um dos escudos mais lindos do País.
 
Aos 30, Thiago Neves fez seu segundo gol. E Rafael Sóbis também deixou sua marca. A Raposa pintou o 7 no Mineirão. Um número simbólico.
 
Se faltava uma atuação de nível para o Cruzeiro, o torcedor pode ficar satisfeito. E pode pensar em classificação, a depender de uma vitória contra o Vasco, em São Januário.
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