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MAC empata com União Barbarense e cai à última divisão de São Paulo

Segunda Divisão

 

10 anos após disputar a Série B do Brasileirão pela última vez, MAC fica no 0 a 0 com o Leão, que jogou com volante como goleiro, e cai para a Segundona

 

Um dos clubes mais tradicionais do interior paulista, o Marília está rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Paulista, equivalente ao quarto e último patamar do futebol estadual. O destino do MAC é o mesmo de outros clubes históricos de São Paulo, como Comercial, XV de Jaú e Paulista de Jundiaí.

Fundado em 1942, o MAC acumula 25 participações no Paulistão e seis na Série B do Brasileirão, com uma classificação à fase de acesso. O time do interior, que deu trabalho aos grandes em diversas oportunidades, volta a viver seus piores dias, assim como em 1994, quando foi rebaixado à Série B1, antiga denominação da quarta divisão do futebol paulista. O detalhe é que na época, São Paulo contava com seis divisões do Campeonato Pauista.

A queda se dá após um empate em 0 a 0 diante do União Barbarense, que jogou com um volante improvisado no gol na rodada derradeira da Série A3 e ainda sofre uma investigação por manipulação de resultados. O Leão da Treze também está rebaixado. Veja abaixo um histórico recente do Tigrão.

Série B

Com um grande aporte financeiro, o Marília conseguiu o acesso à Série B do Brasileirão em 2002, estreando na divisão de acesso no ano seguinte. Comandado por Paulo Comelli, o Tigrão foi até as fases finais do nacional, mas acabou vendo Palmeiras e Botafogo conquistarem o acesso de volta à elite. No ano seguinte, a cena se repetiu, e a classificação para a Série A não ocorreu.

O último suspiro da equipe foi na Série B em 2007, quando o Marília ficou em sexto lugar, no campeonato que já contava com o regulamento de pontos corridos. O acesso só não aconteceu porque o time perdeu seis pontos ao escalar irregularmente um zagueiro. No ano seguinte, o MAC caiu à Série C.

Queda livre

Rebaixado em 2007 no Paulistão e em 2008 na Série B, o MAC ainda cairia mais duas vezes no nacional, ficando de fora da recém-criada Série D do Brasileirão, além de ir para a Série A3 do estadual em 2012.

Nova ascensão

Em 2013, o Marília começou mal a Série A3, mas com uma recuperação, o time foi à segunda fase e conquistou o acesso ao lado de Batatais, Itapirense e São Bento, retornando à A2. No ano seguinte, novo acesso que recolocou o MAC na elite estadual. 

Mas a “montanha russa” vivida pelo time recolocava o Tigrão na rota da queda, e com diversos problemas financeiros e somente 12 jogadores à disposição na última rodada, o time caiu novamente somando apenas dois pontos em 15 rodadas.

 

Flávio comemora gol diante do Mirassol na A2 de 2014 (Foto: Daniel Rizzi / Agência BOM DIA)Flávio comemora gol diante do Mirassol na A2 de 2014 (Foto: Daniel Rizzi / Agência BOM DIA)

Flávio comemora gol diante do Mirassol na A2 de 2014 (Foto: Daniel Rizzi / Agência BOM DIA)

MP pede fim do MAC

Em 2017, atolado em dívidas que impediram o time de disputar a Copa Paulista, o Marília sofreu um pedido de extinção do Ministério Público por dívidas trabalhistas, como salários, verbas rescisórias, fundo de garantia, férias e 13°. Segundo a ação do MPT, o clube do interior paulista constantemente fazia acordos na justiça, se comprometia a pagar as dívidas, mas não cumpria os acordos firmados em juízo.

Fundo do poço

Novamente com problemas financeiros, o Marília fez uma boa Copa São Paulo, dando impressão que os dias ruins passariam longe do Abreuzão. Só que na Série A3, o time voltou a fazer uma campanha fraca e foi rebaixado de volta à quarta divisão do futebol de São Paulo com cinco vitórias, cinco empates e nove derrotas.

 
 
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