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Santos ainda não pagou multa de Dorival

Santos

 

Dorival Jr ficou quase dois anos no Santos nessa passagem (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

 

Dorival Júnior foi demitido do Santos em 4 de junho, um dia depois de perder o clássico para o Corinthians (2 a 0), mas até agora não recebeu o valor referente à rescisão contratual.

O presidente santista, Modesto Roma Jr, confirmou ao blog que o pagamento não foi feito, mas que está nos trâmites normais do acordo. Dorival era contratado via CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), ou seja, com carteira assinada, em um contrato de trabalho por prazo determinado – iria até o fim de dezembro de 2017.

Modesto afirmou que a multa rescisória foi estipulada em três salários. Dorival teve um reajuste no início de 2017, e ganhava, segundo apurou o blog, cerca de R$ 400 mil mensais, portanto o valor devido gira na casa de R$ 1,2 milhão.

O que ele terá de receber, porém, deve ser maior. Pela CLT, o empregador que demite um funcionário sem justa causa tem dez dias para acertar a rescisão. Se não fizer, é obrigado a pagar multa de mais um salário ao antigo funcionário.

“Isso [contrato por tempo determinado] não muda nada a questão de prazos para pagamentos de verbas rescisórias. Há um entendimento, até, que contrato por prazo determinado deveria ter a rescisão paga em um dia após a demissão, e não dez. Mas, mesmo que se entender que é dez, não é porque é prazo determinado que muda alguma coisa”, explicou o advogado Joao Henrique Chiminazzo.

Dorival, ainda sem clube, não se manifestou sobre o assunto. Ele assumiu em julho de 2015, quando assinou contrato longo, até o fim de 2017, gerando na época até críticas de conselheiros oposicionistas no clube. O trabalho anterior do treinador havia sido no Palmeiras, em 2014, que quase foi rebaixado para a Série B naquele ano (Dorival pegou o trabalho em andamento, com o time já em situação de risco).

Até ser demitido, o treinador era o com trabalho mais longo entre os times da Série A do Brasileiro em 2017. Para seu lugar foi contratado Levir Culpi, que estava desempregado e chegou ganhando menos, cerca de R$ 250 mil, mais bônus por metas, e contrato curto até o fim de 2017.

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