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Estudioso, Carille se inspira na defesa do Porto e tem ex-Timão como “informante”

Corinthians

Você pode não saber, mas Fábio Carille teve papel fundamental nas conquistas que fizeram do Corinthians o clube mais vencedor do Brasil na década. Hoje treinador, Carille foi auxiliar do time alvinegro de 2009 a 2016, período no qual trabalhou com Mano Menezes e Tite. Cabia a ele, dentre outras coisas, cuidar especificamente do sistema defensivo corintiano – que se fortaleceu a ponto de virar referência no País. Carille era, em resumo, o “técnico de defesa” do Corinthians.

Mas o tempo passou, e, agora, o jovem de 43 anos ocupa o cargo mais importante da comissão técnica alvinegra.

Engana-se, contudo, quem pensa que ele parou de se dedicar à sua maior paixão.

Em entrevista exclusiva a Flavio Prado que vai ao ar no próximo fim de semana, na Rádio Jovem Pan, o técnico do Corinthians explicou por que abriu mão de delegar funções e optou por continuar à frente das atividades específicas do sistema defensivo alvinegro.

Além disso, Carille fez uma curiosa revelação: a de que usa um ex-corintiano como “informante” da defesa do Futebol Clube do Porto, a melhor da Europa em números e uma de suas maiores inspirações no momento.

“Gosto muito da organização do Benfica e, principalmente, do Porto. Muito! Busco assistir a vários jogos, saber por que se faz aquilo, como se treina…”, contou o treinador, com brilhos nos outros.

O tal informante é o zagueiro Felipe, que jogou no Corinthians de 2012 a 2016. Titular absoluto do Porto, ele conversa frequentemente com Carille, o que ajuda o técnico alvinegro a entender o funcionamento da melhor defesa da Europa – o Porto encerrou a temporada 2016/17 com uma incrível média de 0,61 gol sofrido por jogo, menor número dentre as principais ligas do continente.

“Converso muito com o Felipe, que está no Porto, para buscar informações de como eles fazem o trabalho, para a gente crescer a cada dia. Isso é muito importante”, explicou Carille.

Até por causa disso, o técnico não deixou de comandar os treinos específicos da defesa corintiana – ele só delegou “chefes” para os trabalhos de meio-campo (Fabinho e Leandro da Silva) e ataque (Osmar Loss).

“Eu gosto de ser bastante participativo no dia-a-dia. Não sei é por causa da idade, se é por ser o meu primeiro ano como treinador… Na época do Tite, ele separava os setores e ficava supervisionando. Eu ainda cuido, gosto de fazer o trabalho defensivo, e está dando bastante resultado”, celebrou.

De fato: mais uma vez, o Corinthians tem uma das melhores defesas do Brasil no ano. Em 33 jogos, o time alvinegro levou apenas 20 gols, o que resulta em uma excelente média de 0,61 por jogo – curiosamente, o número é idêntico ao do time que inspira Carille, o Porto de Felipe. Pelo menos por enquanto, as informações do ex-corintiano tem dado resultado.

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